rss
twitter
    Descobre o que estou a fazer, segue-me :)

O Impostor...


Pois é malta…o blog conseguiu encontrar um grande impostor que faz vida no concelho de Sardoal. É temível, falso e possui várias artimanhas que podem levar a enganar até a mente mais preparada. É claro que neste momento a GuêNeiR já sabe de tudo isto e está prestes a actuar.
O sujeito em causa, é o da foto, e trata-se de Jacob Antunes…segundo ele, será o próprio a sortear e a dizer o loto na Festa da Cabeça das Mós 2007. Trata-se de uma enorme mentira e aliás é impossível. Existiram tempos em que Jacob mexia e tirava pedras de dentro do saco, mas depois só dizia o número a Albertino (baixinho), este sim é que ao micro, o dizia a todo o povo. Albertino sim, é um indivíduo altamente treinado e vencedor de bastantes prémios na “arte do dizer o loto”, chegou até a ser convidado para presidir a APCDL (Associação das Pessoas com Competência para Dizer o Loto), mas recusou já que é um trabalho de enorme desgaste.

Pelo que o blog já conseguiu apurar, Jacob que até costumava estar a vender as senhas, devido a estas mentiras, irá desempenhar funções, durante todo o festejo, na quermesse.

Teste de aptidão para Curandeiro…


A Federação Portuguesa de Futebol emitiu um comunicado em que toda e qualquer pessoa cuja função se encontre dentro da vasta gama de artes de curandeiro necessita de uma licença para o desempenho do cargo. Para isso criou testes de aptidão que foram realizados no fim-de-semana transacto nos Bombeiros Municipais de Sardoal (porque dispõem de um enorme leque de meios caso algo corra mal, proximidade, e possui um vinho do melhor, servido em copo de 20cl). O teste de aptidão passava por tentar curar Marco Aurélio, conhecido como Batlô, que num acidente de trabalho partiu um braço. Tarefa dificílima para os ditos curandeiros que ao verem Batlô e o seu braço, abriram os olhos e sentiram um arrepio na espinha…todos, menos o Neves, já que o teste era às 14h e a essa hora, como é normal, já tinha bebido os seus 4 a 5 copinhos de vinho no bar dos bombeiros.
Os participantes e eventuais licenciados foram Neves (como já foi referido), Ti Chico de Alter (forte candidato), Taborda (homem do Elmetacin), ABC (muito forte), António Pirlo (licenciado em ciências de Voltaren), Manel Ratinho (domina as ciências ocultas) e Psyco (também muito forte).
O teste começou, e o primeiro participante foi Ti Chico de Alter…agarrou no braço do paciente, mostrou-lhe as notas de 50€ para indicação da quantia a pagar, olhou, olhou e disse: “não posso fazer nada, este homem tem o braço partido, ultrapassa os meus limites.”. O segundo candidato foi ABC…olhou, olhou e perguntou a Batlô se era titular em algum clube…como não era, não havia hipóteses de o mandar substituir para que entrasse o seu filho (ABC júnior, ou se quiserem Dj ABC)…não conseguiu. A seguir foi Psyco…com um olhar forte e decidido tentou ligar a máquina ao braço…o gesso não deixou…Batlô não sentiu a picada…e foi obrigado a desistir. Rui Manhoso (Presidente da AFS, em representação, já suava e tentava ligar a Malaca para suspender esta nova regra já que ninguém conseguia passar nos testes). Taborda abordou Batlô, aplicou-lhe um pouco de Elmetacin por cima do gesso, esperaram-se 10 minutos, mas nada aconteceu…ainda estava partido. António Pirlo, completamente impaciente, espalhou o Voltaren nas extremidades, e Batlô que já dormia, não sentiu melhoras.
A malta no bar já apostava, dinheiro e mais dinheiro por cima das mesas, a mini fresca saía, bem como o pratinho de tremoços, mas ninguém arredava pé, Manel Cigano já entoava alguns cânticos, estava a ser um dia especial e ninguém ligava à bola.
Mas de repente, tudo se calou…tinha chegado a vez do Manel Ratinho…vai ser desta, toda a gente pensou…Manhoso viu a luz ao fundo do túnel…Batlô acordou e a festa estava perto de acabar…Ratinho agarrou no braço do homem…olhou, olhou, olhou…com as suas duas mãos fez a maior das forças…fechou os olhos e deu-se um enorme estoiro…as luzes dos bombeiros apagaram-se, a sirene tocou ao de leve…quando a luz voltou, o braço estava na mesma…Batlô não tinha melhorado e o estoiro tinha sido um pneu que tinha rebentado. A malta voltou à festa..eh eh…ainda não seria desta e como só faltava Neves já ninguém seria capaz. Enquanto isto, Manhoso tentava a todo custo comunicar com Malaca.
Eis que Neves se aproximou do paciente, e já com os seus muitos penaltis de tinto agarrou com toda a sua força no braço de Batlô…o gesso estoirou…partiu…Batlô tentou mexer o braço e conseguiu…nem dor já tinha. Manhoso em delírio abraçou-se a Neves entregou-lhe o diploma que hoje lhe confere a licença para executar as funções de Curandeiro neste país.
Venceu quem toda gente menos esperava…mas é mesmo assim…há coisas que nascem com a pessoa, não se ensinam nem se aprendem..

O "7" foi esquecido...



Acreditem…é mesmo verdade. João Corda fundou o clube “Supermercados Praça-Nova” e como jogador escreveu bonitas páginas nos torneios de futsal. Os “Supermercados Praça-Nova” colocaram o nome na mais alta tabela de clubes com enorme historial e palmarés, tabela essa que se encontra espalhada por muitos e muitos estabelecimentos do ramo, tais como, “Café Palhota”, “Peles”, “Café Avenida”, “Residencial” e ainda “F&R Bar”. Fizeram enormes dores de cabeça e aniquilaram por completo equipas como “Os Bat’Navó”, “Cerâmica Tejo” (já falido), “Mokadaxe”, “Red Devils”, “Catitas” e não poderia deixar de dizer o “Café Pita”.
Mas João Corda já não participava por esta equipa, nem sequer participava e a equipa decidiu procurar alguém que preenchesse a lacuna. A maratona foi em Ferreira de Zêzere e o elemento escolhido efectuou um género de captação em que esteve presente o gabinete da prospecção presidido por Adelino, o dono da grande Multinacional.
O escolhido foi Jacob Antunes, natural da Cabeça das Mós, e estreou-se logo com um golo, fruto de um grande petardo que deixou louco todo o público bem como Adelino. No festejo, Jacob beija o símbolo e dedica o golo apontando na direcção de Coimbra…supõem-se que tenha sido para João Corda.
O “7” foi esquecido, mas já existe sucessor à altura.

Os poderes falharam…

Manel Ratinho…um conhecido habitante de Sardoal, conhecido pelos seus inúmeros poderes e pela sua capacidade de controlar à distância coisas incontroláveis.
Pois é…desta vez foi ainda melhor…
Numa noite de copos no café do Zé Alberto, já bem bebido, decide tentar a sua sorte numa aposta com o seu companheiro de copos (ainda desconhecido). Como possui ilimitados poderes decide fazer uso deles em benefício próprio. Então aposta com o companheiro que se conseguia mandar de uma altura de 10 metros e que depois de assentar os pés na terra não lhe aconteceria nada, ou seja, ficava tal e qual como quando se mandou.
O seu companheiro não é parvo e percebeu que seria impossível ele não se aleijar, desta forma decidiu apostar…
O local escolhido foi a Migalha, já que completava os requisitos. Mas a Migalha estava fechada e não se poderia proceder à “queda de Manel Ratinho”. Com isto, o local teve que ser alterado, e como nas imediações só existia a placa das casas de banho públicas, com uns meros 6 metros de altura, lá teve que ser.
Manel subiu como o prometido, fez a reza, apelou aos seus poderes e mandou-se…resultado: Um pé partido e o outro lascado.
O companheiro ganhou o dia e Manel ainda hoje deve estar a tentar perceber como foram os seus poderes traí-lo numa hora tão importante…
O super-homem não existe.

Não errou…


Há uns anos, quando a equipa sénior era treinada pela melhor dupla técnica da distrital (Brasão e Pipi), em termos puramente irónicos, a equipa deslocou-se a Olalhas para tentar trazer (mais) três pontos.
Jogo importantíssimo e considerado de risco elevado, assistido por sete espectadores dos quais cinco eram dos Lagartos. O árbitro era completamente careca, algo invulgar já que só existia um nessa altura. Como Colina ainda não era conhecido, é óbvio que o outro era Fernando Bandeira Martins!
O jogo decorria normalmente quando o árbitro apita uma falta inexistente, contra os lagartos, perto da área. Do banco ouve-se uma voz: “Tira o cabelo dos olhos! Oh boi.”. O árbitro corre em direcção ao banco olhando para cada elemento individualmente. Com um ar de desconfiado manda levantar um jogador e mostra-lhe a cartolina amarela. Quem calhou na rifa foi Ninó, e o mais engraçado é que o árbitro não se enganou…como terá feito ele? Ninó teria um ar suspeito? Estaria a rir-se? Seria o mais franzino de um banco composto por altos vultos como os irmãos Pita, Paulo Alemão, Hermínio, etc? Nunca se chegou a saber, o que é certo é que o árbitro acertou.


Mais cuidado para a próxima, Ninó!

Odivelas FC – Abrantes FC…


No passado dia 5 de Maio de 2007, realizou-se o jogo Odivelas FC – Abrantes FC, a contar para o Campeonato Nacional da 2ªDivisão Série D. Foi um jogo que vencemos por duas bolas a zero.
Ao intervalo, quando me dirigia para os balneários, pedi a um fotógrafo de serviço que me tirasse algumas fotos, já que um dia chego a velho e não tenho nada para mostrar aos netos.
Como prometido, no final encontrei-me com o fotógrafo que disse que me mandava um DVD à cobrança com todas as fotos do jogo. Esta semana, o DVD chegou, paguei, mas sinto-me orgulhoso pelo que vi.
Dessa forma coloquei as fotos na internet. As fotos escolhidas são todas aquelas em que apareço, mas se quiserem as restantes podem contactar-me que eu forneço-as.

Coloquei-as em dois links:

O primeiro link são todas as fotos em que apareço, mas comprimidas. Para ter acesso a estas carregue aqui.

O segundo link são as fotos que mais gosto, não comprimidas, e com as quais um dia farei posters. Para ter acesso a estas carregue aqui.


Nota: Este post não serve para me enaltecer nem para me valorizar, apenas quero que se lembrem de mim, e que saibam que estarei num qualquer Domingo a jogar num campo qualquer, numa terra qualquer (excepto nas férias).


Este post é dedicado a todos aqueles que foram meus colegas e/ou adversários, directores, adeptos e simpatizantes, enquanto fui jogador do Grupo Desportivo e Recreativo “Os Lagartos” de Sardoal.

O Banho...

Vou contar esta história chamando a personagem principal de João para não dar a conhecer aos leitores de quem se trata.
João é um moço trabalhador que um dia chegou à sua terra bem bebido, sujo e cansado. Como ainda lhe restava alguma sede, decidiu ir beber mais um copo ao café 25, situado no Pego.
O 25 não é só um café, podemos mesmo dizer que se trata de um café com cheirinho, ou seja, possui extras, isto quer dizer que o cliente pode beber o seu copo descontraído, mas também pode subir ao andar de cima na companhia de uma rapariga fogosa que está disposta a satisfazer-lhe todos os seus caprichos.
Que lá está que João enquanto bebia a sua “min” foi interpelado por uma dessas raparigas que estava desejosa para lhe mostrar o inferno, inferno esse que João já conhecia muito bem. João resistiu devido ao seu estado de embriaguez, arranjando também como desculpa que estava muito sujo e que tinha que tomar um banho.
A rapariga ao ouvir isto não hesita e diz-lhe que se subir com ela que lhe dá o banho para que João se sinta mais limpo e possa prosseguir para outra etapa. João já no caminho, para que não restassem dúvidas, disse bem alto: “Só Banho!”.
Ao chegar lá acima, tudo aconteceu como a rapariga prometera, um banho calmo com direito a ser todo lavado por ela...João estava nas suas sete quintas. Após secar-se, veste-se e ao passar ao pé da cama encontra a jovem rapariga deitada nua sobre a cama, que lhe diz que João teria de passar à próxima etapa…João vai ao bolso, agarra em 10 euros, coloca em cima da cama e diz-lhe: “Toma lá 10 euros pelo banho que eu vou-me embora! Era só banho!”.
Ficou provado que João é um rapaz de convicções fortes e que nada nem ninguém o faz mudar de atitude.

Se pagarem bem, sou pessoa para revelar a verdadeira identidade de João.

João, também podes pagar-me para me manter calado.

Rescaldo do casamento de Flávio Santos…


Às 13h40 acontece a primeira aparição da namorada de João Corda no Sardoal…houve até quem disse desconhecer completamente que João tem namorada;

Às 14h, Idalécio chega a casa do noivo. É recebido com grande empatia já que não é visto no Sardoal há mais de 3 meses;

Às 15h30, em pleno casamento, Flávio engana-se a ler e afirma estar disposto a casar consigo próprio;

Às 15h45, a mãe da noiva faz uma leitura enganando-se na parte final devido à emoção…quando retoma o seu lugar no casamento cai em plena igreja (pensa-se que Sabino esteja por trás disto tudo);

Às 15h55, o padre chama os padrinhos e Idalécio, para além dos padrinhos, é o único a levantar-se…passado alguns segundos acabou por se sentar;

À hora do lanche descobriu-se que ao que toda a gente chama de “douradinhos”, Sabino chama de “croquetes de peixe”…é um homem com outro requinte;

Às 20h15, Sabino ausenta-se do jantar para ir jogar um jogo a uma maratona pelos 3 Coroas…não jantou;

Mais tarde, já no copo-d’água, Chico efectua um dueto com o “Catarino” de serviço;

Nuno Tavares canta uma música para todos, e leva o público à loucura…não cantou o “Garçon”;

Mara agarra o namorado pelo braço, pois este encontrava-se a tirar fotos a outras gajas…fotos essas realizadas a pedido de João Ambrósio;

Constatação dos convidados em geral que João Corda não bebe, nem se levanta na companhia de sua namorada;

Ao cortar presunto, após uma enorme quantidade de presunto cortada estar sobre o prato, a mãe da noiva aparece de súbito e rouba-me o presunto;

No final, Helder ao rubro dança em cima de cadeiras e mostra a sua barriga para todo o auditório.

Já no caminho, Helder não quis sentar-se ao lado de sua namorada ocupando assim o banco de trás…isto num automóvel que transportava duas pessoas;


Este post é alterável, houve coisas que não vi, e outras que não me devo lembrar.

Dr. House

Mas que espectáculo...pobre Mantorras, não pode ser curado pelo House, são muitas injustiças para este pobre jogador.

O momento da Grande Penalidade...


O blog foi investigar o que se sente quando se vai marcar uma grande penalidade, ou mesmo quando se vai defender. Para isso, sondou-se alguns entendidos da bola, e também alguns jogadores, neste caso, todos pertencem aos Lagartos do Sardoal.

Helder Carboila: “…primeiro olho para a minha namorada, a Ana, depois para o meu pai, mãe e também para a minha irmã…quando beijo a bola, penso no sobreiro da Bemposta para o qual eu mandei uma bola à uns quatro anos atrás num penalti…”.

João Corda: “…a mim treme-me uma perna, e com o coração tão fraquinho, não aguento tanta emoção…mando lá outro marcar…”.

Marco Sabino: “…eu cá, se for preciso, encavo a bola e o guarda-redes dentro da baliza. Quando andava na tropa, às vezes só tinha vontade de agarrar num gajo qualquer e espetar-lhe uma bolacha na tromba…”.

João Pirlo: “…tenho sempre muito medo de não chutar com a força necessária para que a bola chegue à baliza. Mas se marcar, vou comer à sede, acho que já nem me lembro do caminho…”.

Chiquito: “…o último que marquei, falhei, agora penaltis, só se for vinho tinto…”.

Pedro Grácio: “…bem, para ser franco, faço ponto de mira à cabeça do guarda-redes e normalmente marco golo, eles fogem sempre…ah ah…”.

Daniel Grácio: “…eu marco sempre para a minha direita, e depois digo, tira-lhe o pícaro…ah ah …”.

Pedro Marques: “…se puder fazer um chapéu ao guarda-redes num penalti, eu marco…”.

Fábio Marques: “…não gosto de golos fáceis, se puder marcar de cabeça, melhor…”.

António Pirlo: “…se eu tivesse a carta de condução, íamos todos para Ourém e Hainsaidlá…”.

Nuno Tavares: “…só marco penaltis decisivos, no festejo vou ter com os Bandeiras e mando-os calar…eles gostam, e no fundo sei que me adoram…”.

Anselmo: “…se o jogador for dextro mando-me para a esquerda, se for canhoto mando-me para a direita…mas eu às vezes faço ao contrário para os enganar…resulta muita bem…”.

Idalécio: “…só marquei nos treinos quando fazíamos apostas…era sempre eu que pagava a rodada…”.

Manel: “…já marquei muitos, mas quando jogava nos Esparteitos. Marcava-os no café a seguir ao jogo…”.

Taborda (Massagista): “…ela já nem me deixa exercer o cargo de massagista quanto mais marcar um penalti…nos bombeiros ainda marco alguns, mas ela não pode saber…”.

Ventura Rosa (Presidente): “…se falharem, eu apito e mando repetir…”.

Júlio (Tesoureiro): “…a minha função é perguntar se é sócio ou não, se não for paga cinco euros e vai para trás da baliza…”.

Stromberg: “…se a Telma me der um beijo, ainda lá vou marcar…”.

Pica: “…desde que fui expulso da JetBee por me classificarem como um indivíduo altamente perigoso, não me sinto à vontade para bater um penalti…”.

Trindade: “…não ligo a isso, eu cá gosto é de montar girafas…”.

Saboga: “…desde que no festejo não me obriguem a dar cambalhotas, por mim tudo bem…”.



Como se pode constatar, existem diferentes maneiras de viver o momento da grande penalidade, há aqueles que se assumem e aqueles que se chegam atrás…marcar um penalti não é uma coisa fácil, acreditem.


Deixamos para último o comentário dum elemento da imprensa:


Bento (Repórter da Tágide): “…é um momento espectacular, muito lindo e gosto particularmente pois já sei o que vou dizer para a rádio: Palila para Manito, Manito para Palila…ai não é isto…vai fazer, vai fazer eeeeee já está, já está, goooooooooooollllllllllllooooo…bem, fico doido… ”.


Obrigado a todos pela colaboração.

Liga dos Últimos - Últimas da Semana (Amares, Sardoal)

Se Deus jogasse pelos Lagartos, em vez de multiplicar os pães, podia tê-los feito desaparecer. Acho que o Stromberg está por detrás desta história, cá para mim foi ele que os comeu.

Liga dos Últimos - Lagartos Sardoal vs. Tramagal

A cereja em cima do bolo. Bento da Tágide, Bandeiras, Isidro Santos e o velho que foi a casa da vizinha..toda a gente aparece. Só ficou a faltar o Neves com o seu copo de vinho, e o Zé Grácio a subir a laranjeira por detrás do banco. E ainda ficamos a saber que o Heldinho é o melhor da sua zona..que tem mais ou menos 2 metros quadrados. Sardoal no seu melhor, mas faltaram personagens..devem-se ter escondido para não aparecerem.

A mim, ninguém me despede...

Isidro Santos despediu-se da equipa técnica do Vilarregense. Ao que parece desta vez criou uma lista de dispensas (à Superliga) onde constavam os nomes de dois jogadores que também exercem o cargo de director no clube. Parece-me mal da parte destes jogadores terem feito o que fizeram. Isidro (senhor de um currículo invejável, homem do futebol, grande capacidade na avaliação de um jogador, e também usa a gabardine do Mourinho dizendo que o Mourinho é que o copiou a ele) diz que são dispensáveis, estes jogadores têm que aceitar essa decisão.
O presidente do clube não quis compactuar com a decisão de Isidro, e quando o quis despedir, não conseguiu, pois ele já se tinha despedido…posso mesmo dizer que Isidro deverá ter pensado: ”…ainda me irão pedir bilhetes quando estiver a treinar uma equipa da Superliga”.
Em conversa com Manhoso, presidente da AFS, percebemos que ao terceiro despedimento na mesma época, a associação irá efectuar a cassação da carteira de treinador profissional a Isidro, pois está nos regulamentos, e obrigará Isidro a ter que tirar novamente o curso de treinador, pois nem na Inatel poderá treinar uma equipa.

Acabou-se a liberdade...

Como toda a gente sabe, Taborda é um conhecido Don Juan do Sardoal, há até quem lhe chame de gigolô, e existem aqueles que o denominam por Zézé de Sardoal. Esta personagem tem um charme incrível, e com meia dúzia de palavras, as gajas ficam loucas, até mesmo as casadas. Taborda gosta da vida que leva, e diz mesmo que perdeu a conta a quantas babes lhe passaram pelas mãos.
Mas tudo tem um fim...ou seja, houve uma donzela que agarrou Taborda de forma tão forte que a sua liberdade acabou. Os amigos dizem que já não é o mesmo desde que namora e até já pede para faltar aos jogos dos Lagartos. Em relação às minis, também mudou...agora só bebe metade do que bebia, e dos tremoços nem se fala. Toda a gente pede que ele volte a ser o mesmo, mas todos também já dizem que está à beira de casar.
A vida é mesmo assim, hoje até já é visto de mãos dadas com ela...no fundo conheceu o verdadeiro amor.
Assim é que é Taborda.

Momento Féher...

Jogo de iniciados no Entroncamento entre os Lagartos de Sardoal e o Cade. O treinador era o grande Isidro Santos, homem com currículo invejável, o massagista era o doutorado Taborda com especialidade em Ciências de Elmetacin, e o delegado ao jogo era...não interessa.
Jogo muito complicado já que o Cade possui sempre boas equipas de camadas jovens, mas que estava a ser muito bem disputado por parte da equipa dos Lagartos de Sardoal. Jacob era o central da equipa dos Lagartos e toda a gente já dizia que estava a ser o melhor em campo, até que subitamente cai inanimado no chão...
No país vivia-se momentos de grande trauma devido à recente morte de Féher, e com este acontecimento todos os presentes no campo temeram o pior, pensando que Jacob estaria entre a vida e a morte. Mas eis que entra Taborda em campo, e como entrou sem permissão do juiz da partida foi logo advertido...não se chateou e concentrou toda a sua atenção na avaliação do jovem Jacob enquanto pedia calma aos restantes jogadores que choravam e rezavam.
Após uma complexa e demorada avaliação, Taborda disse o que todos queriam ouvir...Jacob estava vivo, mas teve que ser substituído já que Taborda concluiu que Jacob estava completamente Bêbado, fruto de uma grande noite na discoteca Jet Bee, e que o sol quente lhe teria feito mal.
As palmas fizeram-se ouvir, e as claques juntas entoaram o nome de Jacob e Taborda...isto sim é Fair-Play.
Com tudo isto, os Lagartos perderam o jogo uma vez que é complicado vencer quando não se joga com um central da classe do Jacob...Isidro Santos não tinha recursos e foi exactamente isso que explicou na conferência de imprensa.

Juca o PasTOr

Mais um grande êxito da banda UKURRALLE de Santa Margarida, desta vez a música entitula-se "Juca, o pastor".
As músicas desta banda ficam no ouvido...

Podem saber tudo sobre esta banda e até fazer o download do cd em http://www.ukurralle.com

Ninó Bon Jovi

Mais um grande cantor que se descobriu.
Rafael Martins não está sozinho na dura luta de conseguir uma carreira a solo...desta vez foi Ninó...e como se pode ver, não se saíu nada mal.
Divulguem os vossos dotes musicais que eu faço aqui a humilde divulgação.

Escolas de Matraquilhos


Todos pensam que isto dos matraquilhos é só um divertimento que enche os bolsos a alguns empresários, por exemplo, Peles nesta área é considerado o Belmiro de Azevedo dos Matrecos, já Isidro é considerado o Zito dos Matrecos.
Isto tudo para vos dizer que os matraquilhos não podem ser só vistos por este prisma já que existiram escolas de matraquilhos onde os alunos pagavam para serem ensinados a serem excelentes jogadores. A primeira escola nasceu no Monte Cimeiro (Alcaravela) e denominava-se Escola de Matraquilhos “Latinhas”. Como sabem Latinhas e Barrocas são excelentes jogadores de matraquilhos, aprenderam com os melhores, roubaram dinheiro aos pais para poderem jogar e actualmente toda a gente sabe o seu valor. Quando eles aprenderam não existiam escolas, apenas um movimento, uma onda, um modo de jogar, que estava bem presente em José António Russo e Chico Jarra, estes dominavam essa forma de jogar e eram os melhores jogadores desse tempo, no fundo foram os professores de Latinhas e Barrocas.
Mais tarde e fruto de uma zanga entre os dois, por causa de algo mal dividido, decidiram deixar de jogar juntos, construindo assim duas carreiras em separado. Barrocas não quis saber e continuou a jogar por puro divertimento, mas Latinhas decidiu fazer algo de bom e criou a primeira escola de matraquilhos.
O primeiro aluno foi Pedro Marques (melhor jogador de cabeça da segunda). Pagou e passados seis meses saiu com o diploma. A sua estreia foi nas festas de Monte Cimeiro, já lá vão dez anos, a dupla que estava a jogar era Max do Carvalhal e Mário Suíço, nunca mais me esqueço. Mário é chamado ao balcão pois estava na altura de se comerem as sardinhas à borla, Pedro vislumbrou uma oportunidade, Latinhas deu o empurrão olhando de uma forma confiante para ele, Pedro ainda a medo, desligou-se de tudo o que o rodeava e agarrou-se aos varões. Foi sensacional…venceu, e Max ainda hoje fala com carinho desse seu parceiro.
Mais tarde Latinhas e Barrocas juntaram-se para formar um novo movimento, uma nova escola denominada escola de matraquilhos LatasBarrocas. Esta sim foi a melhor de todos os tempos, foi onde o irmão de Pedro, Fábio aprendeu, mas por desleixo e por sucessivas reprovações, não conseguiu obter o diploma antes que a escola fechasse.
Hoje todos estes movimentos e ondas diferentes podem ser encontrados em quaisquer matraquilhos, mas é preciso observar bem, e tentar discernir qual a cultura táctica do jogador.
No caso de Jacob, é uma cultura na onda de Albertino, com influências dos Bombeiros (forças para tudo), e um pouco de Tavares (martelar ferro).
Como podem perceber, o jogo dos matraquilhos vai muito para além do divertimento, começa nos dias de hoje a ser uma ciência, onde a lei do mais forte ainda vinga e onde muitos aproveitam para explorar o verdadeiro profissional do Matreco, que deveria ser patrocinado, jogando por isso de borla…
Peles e Isidro…não adianta comentarem pois já sei a vossa opinião sobre isto.

Jacob Antunes, o Campeão dos Matrecos

Jacob Antunes foi retirado da "lama" e actualmente ocupa a primeira posição do ranking dos matrecos no Potes Bar.
Jacob é altamente imbatível e nem mesmo "jogando à preta" ele consegue ser batido. Vitória atrás de vitória tem conseguido cimentar o seu valor para os adeptos dos matrecos como também para raparigas que ficam loucas de o ver jogar. Possui um bom remate de meia esquerda, mas é mais forte quando remata com um só pé do boneco.
Como se pode ver no video, Jacob festeja os golos sozinho, enconhendo os ombros e olhando para o chão. Pode também verificar-se que Jacob joga sozinho, tendo o seu parceiro apenas de levantar os bonecos quando ele remata. Segundo boatos, parece que Jacob foi convidado por Isidro para jogar à borla já que Jacob traz grande nome ao jogo em si, a malta quer destroná-lo, mas não consegue.
Parabéns Jacob, és grande, continua assim que vais longe...não podes é beber e vê se começas a chegar a horas, senão perdes o parceiro.

Trabalho ou lazer?


À duas semanas atrás, deslocamo-nos a discoteca Jet Bee, para beber mais um copo, pois aqueles que bebemos ainda não tinham chegado. A noite estava óptima, e visto existir jogos da distrital nesse fim-de-semana, a discoteca tinha poucos jogadores da bola, já que sempre que não há jogo, aquilo enche-se de malta da bola e toda a gente se conhece.
Um olhar rasgado sobre a entrada da pista descortinou alguém suspeito mas ao mesmo tempo conhecido. Os olhos viam, mas nós não queríamos crer. Tratava-se de Manel Ratinho o conhecido milagreiro, curandeiro e homem de muitos feitiços. A malta teve que parar pois não podia ser verdade. Ratinho conheceu-nos e veio ter connosco. Perguntamos-lhe o que fazia ali, se tinha ido ali divertir-se, ao que ele respondeu com um profundo não. Explicou-nos que estava em trabalho, no momento controlava, com os seus inúmeros poderes, o som. Quando a música ia mudar ele avisava-nos sempre, já que era ele que a controlava.
Completamente rendidos às suas capacidades, pedimos-lhe que desligasse uma psicadélica que nos estava a incomodar, mas ele não o pôde fazer, já que a sua função era o som.
Como podem ver existe muita gente que trabalha onde os outros se divertem, sem que nós consigamos dar conta.



Fica aqui a informação para espectáculos:



“Sons Ratinho – até o velhinho bate o pézinho”
manel_ratinho@hotmail.com
tel: 923131234

100 post's...

Ao fim de mais de seis meses de vida, o blog chegou ao seu centésimo post. Foi uma dura batalha, onde espero não ter ofendido nem ridicularizado ninguém, excepto aquelas 375 intimações para ir ao tribunal depor, aquelas 523 cartas anónimas com ameaças de morte, ter que ouvir todos os fins-de-semana o Isidro a reclamar que só se fala dele, e ter que pagar vários copos de vinho ao Neves por direitos de autor.
Penso que todos vocês, visitantes, gostam de passar por este blog, diariamente, semanalmente, ou até quando calha, para ver o que este caramelo se lembrou de escrever desta vez. Também me dá imenso gozo escrever todas estas histórias, num blog criado por acaso, com o objectivo de perceber como se criava um blog, e nos dias de hoje é ponto de passagem obrigatório de muitos de vocês.
Como prova de que isto não pára, já existem novas histórias na calha para serem escritas, e que vão fazer parte do blog nos dias que se seguem:

- Manel Ratinho…uma noite de trabalho na Jet Bee : conta a história de um homem, que teve que ir à Jet em trabalho quando muitos pensavam que foi em lazer.

- Jacob Antunes…o campeão dos matrecos: conta a história de um homem retirado da “lama” e que actualmente ocupa a primeira posição do ranking dos matrecos do Potes Bar.

Como podem constatar, vão surgir histórias brutais, portanto não deixem de passar por aqui, já falta pouco.

O Domador de Girafas

Trindade, homem de muitos safari's, decide mostrar como se faz...As crianças não pagam, mas também não andam!!

Mas que churrasco...


A história que vos trazemos é digna de um verdadeiro conto de fadas, como diriam alguns: “contada ninguém acredita”, ou ainda nas palavras do nosso sábio amigo Idalécio: “Isto é mesmo verdade!”.
Na semana passada, nos Panascos, Pedro Marques (melhor jogador de cabeça da segunda) acorda em sobressalto com as demandas de sua mãe que lhe diz para acender o lume, que se tem de grelhar carne para o almoço. Que lá está, que aquelas horas e fruto da grandiosa festa da Sangria no Potes Bar, cancelada pela malta da ASAE, Pedro levanta-se completamente mareado. Nesse estado, vai fazer aquilo que a sua mãe ordenou e doseando mal a quantidade de lenha, acaba por colocar a sua chaminé em chamas.
Perante gritos de sofrimento e de pânico da mãe de Pedro, Pedro e seu pai, põem termo ao fogo com a maior naturalidade. Passado este episódio, aparece em enorme velocidade a ambulância, que visto deslocar-se mais rápido, transporta consigo logo dois bombeiros para o que der e vier. Deram-se conta da ocorrência e viram que tudo estava serenado…com isto o pai de Pedro oferece logo uma bebida pelo duro combate. Passado alguns minutos aparece o auto-tanque, que sem nada para fazer, junta-se à malta. Nesta fase, o pai de Pedro lê bem a situação e ordena o filho que se desloque ao café Gaspar e lhe traga duas grades de minis que a situação começa a agravar-se. Passam-se mais uns minutos e eis que aparece o auto-comando com o comandante, que em virtude dos laços de amizade com o pai de Pedro, viu-se na obrigação de comparecer…verificou a temperatura da lareira e como já eram 12 horas, disse que já se podiam grelhar uns bifes que a malta não se nega.
Mas isto ainda não acabou, eis que aparece a GNR para tomar conta da ocorrência, e como já nada se passava, decidem juntar-se à malta no convívio. Já mais tarde ainda aparece outro auto-tanque, pois poderia dar-se um reacendimento.
Com isto, Pedro conseguiu escapar-se a prisão (estamos a falar de um incendiário que pôs em risco toda a população de Panascos), Gaspar perdeu rios de dinheiro porque a bebida acabou, ninguém jogou às cartas e fechou o café logo pelas 13 horas, como havia festa da cerveja nos Panascos, organizada pelo Alcaravela, menos dinheiro entrou, pois mais de 10 pessoas não consumiram aquilo que consumiriam caso não houvesse incêndio. O padre não rezou a missa, a multidão juntou-se para decidir o que fazer com Pedro…e mais tarde chegou-se a uma conclusão…”ah, ele é um bom miúdo, chato mas bom miúdo, a cerveja desgraça-o, mas ele não tem culpa…”. A culpa virou-se para Isidro porque não fez a festa da sangria, e diz que não sobrevive com a mini Sagres a 50 cêntimos.
Com esta manobra, não se sabe se a GNR não se pôs no Valongo à espera da malta dos bombeiros…mas pensa-se que eles tenham ido pela Venda…ratos.

Um bar digno desse nome...

Isidro põe os olhos nisto: MJBar na Aldeia de Santa Margarida onde conseguem sobreviver com a Mini Sagres a 50 e como se não bastasse, ainda compõem temas, neste caso ouvimos "A Pachacha da Natasha".
PS: Cuidado com a malta da ASAE...ui, ui.

Toda a verdade…finalmente

Descobriu-se toda a verdade acerca da saída de Isidro do Alcaravela. Afinal nada teve a ver com o interesse no relvado sintético do Vilarregense, nem com a tabela de classificação estar de pernas para o ar no bar do campo.
Segundo se pôde apurar, Isidro saiu devido a uma zanga entre os membros do Alcaravela e a Associação de Futebol de Santarém. Ao que parece, em duas jornadas consecutivas Raul Massena (na foto) somou 12 pontos em vez dos 6 possíveis. Isidro é claro que não pôde concordar com isto pois a sua equipa estava a ser roubada. Ou seja, Raul somou 12 pontos e ficou com mais pontos do que o Alcaravela nessa altura. Isidro ainda se queixou, mas ninguém lhe ligou, e tudo foi esquecido. No primeiro jogo, Raul somou 3 pontos, e na jornada seguinte, somou 9, os primeiros na cabeça, e os segundos na orelha. Estes pontos acarretaram o despedimento de Isidro por parte do clube, uma vez que Raul em dois jogos somou mais pontos que Isidro em seis, e é perfeitamente compreensível.
Em conversa com o amigo de Isidro, Rui Manhoso (Presidente da AFS), ficamos a saber que tudo foi legal e que quando isto acontece, não existe mais nada a fazer, a não ser despedir o treinador. Ainda reforçou entusiasmado: “isto é futebol”.
O blog ainda vai investigar se Raul não estaria a receber algum incentivo monetário por parte dos hospitais mais próximos aos campos de jogos, isto porque foi recebida uma chamada anónima a alertar para esse facto, onde a única coisa que se conseguiu distinguir foi um barulho de fundo idêntico ao barulho de uma café/bar.

Encerramento das Urgências

Temos que ser duros...assim é que é.

Wininine

Rafael Martins revelou-se um grande cantor que passou ao lado de uma não menos grande carreira. Este homem resolveu cantar "The Eye of the Tiger" em pleno Potes Bar, e como as imagens deixam transparecer, Isidro ficou felicissimo, ou não, pela rápida saída dos seus fregueses. Existem sempre coisas boas que se retiram desta actuação...podemos sempre ver isto como um simulácro de um incêndio, em que se pode tirar algumas conclusões à cerca das saídas de emergência. Penso que o Potes Bar passou no teste.

Foi por pouco...


No passado Sábado, Marçal, meu amigo e companheiro de equipa no Abrantes FC, deslocou-se ao Potes bar, numa saída nocturna. Desde já, quero que saibam que o jogador se encontrava expulso e que podia estar onde esteve sem sofrer quaisquer punições por causa disso.
No dia seguinte, o Marçal disse-me que tinha estado no Potes Bar, e que o dono do bar não o largou um minuto sequer, sempre a falar de bola. As palavras dele foram: “o indivíduo, só falava de bola. Ele é o treinador de um clube lá perto, um tal de Vilarregense que está em último e não ganha de ninguém. Me perguntou quanto recebia, quantos anos de contrato tinha e também que tipo de contrato eu tinha.” Estas foram as palavras de Marçal, que é brasileiro como se pode constatar.
Ao que parece, e pelo que o Marçal me deu a entender em off, Marçal até aceitava as condições que o Vilarregense lhe oferecia, mas não estava para aturar um treinador tão chato. Portanto, esta contratação falhou por pouco.
Isidro, deixa o homem gozar o seu fim-de-semana de descanso.

Acidente em Sintra...

Falaram-me neste acidente, existe gente que diz ser verdade, outros dizem que é mentira, mas todos eles têm factos que provam as suas opiniões.
Vi o video, e se querem que diga, não sei se é verdade ou mentira.
Fica aqui o video e digam de vossa justiça.

As mais amedrontados, sugiro que vão neste momento dar uma volta, como quem vai à retrete.

Vilarregense venceu...


Podem deixar de fazer figas, maus-olhados e algumas makumbas, pois nada disso conseguiu evitar a vitória do Vilarregense a contar para a décima oitava jornada do campeonato da primeira divisão da Associação de Futebol de Castelo Branco.
Isidro após esta vitória parece renascido e relançou todo o campeonato, podendo assim atingir os seus objectivos, que são atingir o meio da tabela. O Vilarregense encontra-se em décimo quinto lugar num campeonato de quinze equipas e com esta vitória preciosa colocou a equipa da Lardosa em sentido, já que são uns míseros quatro pontos que os distanciam.
A mão de Isidro trouxe de volta a alegria à terra e ao clube, e este fim-de-semana a equipa visitante não saiu contente do campo de jogos, pois perdeu. Tirando este fim-de-semana, isso só acontece quando o Vilarregense joga fora, já que a equipa visitante não sai contente, pois nem sequer entrou.
Felicidades para o Vilarregense, e que a partir de agora, já com a “máquina oleada”, chegue rapidamente ao meio da tabela. Boa sorte Isidro.
Na imagem pode ver-se a carreira de Isidro, imagem essa, gentilmente cedida pela Associação de Futebol de Castelo Branco. Pode aceder carregando aqui.

A omeleta de Isidro...

Como é do conhecimento geral, às Quintas-feiras, jogam-se as jornadas contra a prisão do braço (tem que ser útil para levar a cerveja à boca) e contra a prisão das pernas (estas têm que ser úteis para manter o corpo em pé e bem encostado ao balcão), no grande pavilhão da escola.
À uns bons anos atrás a dupla que rivalizava e até chegava a fazer faísca era Chico Costa e Isidro Santos, o primeiro dotado para a malícia obscura, enquanto que o segundo é dotado da sabedoria nas regras de qualquer jogo.
Claro que estes dois homens não terminavam o jogo, ou um ou outro tinham que armar confusão e sair mais cedo, às vezes até parecia que combinavam como no wrestling que toda a gente assiste às Sextas e Sábados à noite.
O mais importante de tudo isto era a terceira parte, nessa parte todos eram amigos e esqueciam as suas diferenças, claro está que se tinham que sentar em cantos opostos. Num desses jantares, José António Russo parecia algo indeciso em relação ao seu pedido. Isidro esperava calmamente para registar o pedido (ou seja, para mandar um berro para a mãe do Aurélio que estava na cozinha, dizendo: “opa, é mais meia de bifinhos!”, por exemplo), enquanto que Chico Costa, ao ouvido de Russo, ia dizendo: “Pede omeleta de ovo. È muito boa, eu já comi uma vez e estava deliciosa! Pede a de ovo. A de ovo é que é boa.”. Russo completamente fora de si, diz: “Oh Isidro, para mim pode ser uma omeleta de ovo.”. Pronto, foi um fartote de rir…
A partir daí, a omeleta de ovo passou a estar no menu do restaurante de Isidro e ainda hoje no seu bar, Isidro fala desta história…mas claro que não se lembra do que sofria nas “mãos” de Chico Costa.

Danificar a camisola e o clube!

Danificar ou Dignificar...Zé Nando explica...

O molho e a carne...


A pedido de várias famílias e também de Isidro que diz que aqui só se fala dele, vai se contar a história do molho e da carne onde o protagonista foi Manel Victor, mais uma vez.
Já a alguns anos, foi feita uma jantarada, coisa de amigos, digamos que um petisco mas para muitas pessoas. Manel Victor ficou com a incumbência de levar o vinho, e é claro que outros tiveram que levar outros produtos. O que se passou, foi que Manel Victor se atrasou, mas não foi um atraso pequeno, foi de tal forma grande que quando lá chegou a carne já tinha sido toda comida. Não querendo ser alvo de chacota, agarrou em bocados de pão e começou a molhar sopas no molho da dita carne. Claro que toda a gente se começou a rir disto, que se estava quase a tornar num momento que ficou guardado na mente de cada um de nós. Pois é, foi nesse preciso momento que Manel Victor, para se defender, proferiu aquela frase: “O molho está melhor que a carne!!”, frase esta que ainda hoje persiste.
Mas a melhor ainda está para vir. Manel Victor, para não se ficarem a rir dele, veio-se embora do petisco mas trouxe consigo o vinho, para que ninguém o pudesse beber, pois tinham feito troça de si.
Fica desde já prometido contar a história da omelete de ovo, onde o protagonista foi José António Russo.

O caçador fantástico…


Manel Victor, actual proprietário da barbearia e também membro honorário do clube dos Lagartos, na sua juventude foi um caçador velhaco também.
A vida era dura, e com o tempo foi deixando perceber que a caça não era para o que estava talhado, a não ser se essa fosse no prato. Segundo contam, ele era sempre gozado pois nunca conseguia trazer nada para casa, era o elo mais fraco, mas não desistia. Certo dia, e cansado de ser o bobo da corte, teve uma ideia fantástica. Decidiu comprar um coelho, e foi mais cedo colocá-lo à mata, atado por um cordel a uns arbustos. Nesse dia, quando se encontrou com os seus colegas de caça, já cantava vitória, dizendo mesmo que a sorte iria mudar.
Chegando a mata, Manel Victor, decidiu ir para uma zona, como se soubesse que essa era a zona do ouro, mas ninguém desconfiou. Ouve-se um tiro, disparado por Manel Victor, ao que todos ficaram espantados, não é que ele devia ter acertado num coelho! No seguimento do tiro, viram um coelho a fugir pela mata fora, e todos perceberam que Manel Victor não tinha acertado no coelho, mas sim no cordel que o prendia aos arbustos. O infeliz, não só não conseguiu apanhar o coelho, como foi descoberto por todos os seus colegas de caça.
Hoje ainda conta esta história, com bastantes sorrisos pelo meio, mas ciente que era um nabo na caça.

Neves dança contigo

12 diferentes tipos de dança...é um verdadeiro professor. Não esqueçam estas lições.

Cometeu um erro, mas arrependeu-se…


Há uns bons longos anos, deflagrou um incêndio que consumiu milhares de hectares de mata, no concelho de Sardoal. Devem estar bem recordados disso, pois foi o último maior incêndio no nosso concelho.
Os criminosos foram apanhados e julgados. Um deles foi Guido, um conhecido de todos nós, que na altura era bombeiro e cometeu esse acto pois assim poderia ganhar mais dinheiro como bombeiro, já que ele próprio ajudava a criar o serviço.
Guido esteve preso e até viu a sua pena atenuada devido a boa conduta, segundo a justiça Portuguesa, Guido pagou por aquilo que fez.
Eis que surgiu a maratona dos finalistas da escola do Sardoal, evento este que se realiza todos os anos. Guido já em liberdade, e admirador do futebol, decidiu participar, e toda a gente percebeu que Guido estava arrependido do que tinha feito, pois todos o vimos a defender as cores da equipa “Planeta Verde” cuja missão passa pelo bem da natureza e a sua conservação. Ou seja, assistiu-se a dois actos inebriantes, Guido provou o arrependimento e o “Planeta Verde” mostrou não guardar rancores de quem não está do seu lado…ou então podemos ver o assunto por outro prisma: “se não os podes derrotar, junta-te a eles!”. O técnico também poderia ter “queimado” Guido, bastava não o pôr a jogar.
Mais tarde, e devido às suas capacidades, Isidro chamou-o para fazer parte do plantel do Casais de Revelhos, e conseguimos arrancar de Guido as instruções que Isidro lhe dava. Segundo Guido, Isidro pedia a este para sem bola, destruir, e quando a tinha, tentar colocá-la nas alas. Perguntamos-lhe qual o homem que apanhava para fazer a marcação, ao que Guido respondeu que na equipa só existia um homem que fazia a marcação, era o central de marcação devido à sua denominação, os outros nem podiam chegar perto.
Mais uma história que parece mentira, mas não é…

Tem que ser substituído…


Na época em que Brasão e Pipi treinavam ou destreinavam o Sardoal, o Massagista, Fisioterapeuta e Médico, era…não era António Pirlo como pensavam, mas sim ABC sénior, e o Sardoal possuía o seu filho, ABC júnior como jogador, vá…pode-se chamar assim, no plantel.
ABC era alcunha, que ninguém sabe quem o apadrinhou, nem quando. Segundo sei são as iniciais de Ah, Burro do Caralh…
Claramente que ABC júnior era um suplente utilizado muito raramente pelo treinador, havia quem dizia que se levassem onze jogadores para disputar uma partida, a estratégia passaria por jogar só com dez e colocar ABC no banco, não fosse alguém aleijar-se e não ter por quem substituir.
Nessa época, ABC sénior, matreiro, tentava a todo o custo inverter essa situação. Como pouco podia fazer teria que fazer uso da sua posição dentro da equipa. Sendo assim, sempre que alguém tinha que ser assistido, ele assistia o jogador mas no exacto momento que chegava ao pé do jogador, fazia sinal ao banco dando ordens para substituir. Houve mesmo jogadores a dizerem: “Oh ABC, eu estou bem, só me entrou areia para os olhos!”, ao que ABC respondia: “Não podemos arriscar, tens que sair.”.
Triste história, pois por muitos jogadores que foram forçados a sair, nunca conseguiu que o seu filho entrasse. Acho que era por aquela teoria, que mais valia jogar com um homem a menos.

Isidro, o verdadeiro treinador

Muitos querem lá chegar mas não conseguem, Isidro sim, apareceu na televisão, e Mourinho esteve atento.
Isidro disse que em Dezembro treinava num sintético, e assim o fez.

Objectivo cumprido

Este episódio passou-se com a mesma equipa dos Lagartos em jogo contra o rival, o Alcaravela. O jogo aproximava-se do fim e os Lagartos venciam pela margem mínima. Na frente de ataque do Alcaravela estava Carlitos das Sentieiras, o homem mais desequilibrador e mais inconformado da sua equipa, que fazia as pernas de Mister Alex Paulo tremerem como uma vara verde. Ciente disso, Rui Luís mais conhecido por Fininho, estava no banco e decide ajudar o seu treinador. Levantou-se, aproximou-se dele e disse-lhe, nunca mais me esqueço: “Mister meta-me que eu sou um Muro!”. Mister Alex Paulo ao ver estas palavras de vontade e garra decide apostar e traça-lhe no momento um objectivo: “Rui, vais entrar para andares sempre na cola do Carlitos, para onde ele for, tu vais, ele não pode tocar na bola, tens que evitar que ele jogue.”. Rui percebeu o objectivo e entrou num momento parado de jogo em que era lançamento de linha lateral a favor do Alcaravela. O jogador mete a bola no Carlitos, Rui vem por trás e espeta-lhe uma sarrafada enorme. Conclusão, Rui é expulso sem ter tocado na bola, mas Carlitos viu-se obrigado a sair de jogo devido à grave lesão.
O que é certo é que Carlitos não mais tocou na bola, e Rui foi sempre para onde ele foi, ou seja, para os balneáreos.
Rui disse que era um Muro, traçaram-lhe os objectivos e ele cumpriu…se Bento (repórter da Tágide) estivesse na bancada, teria classificado Rui como o melhor em campo, foi fundamental para a vitória dos Lagartos.

Treinador manipulado

Há uma carrada de anos, nos tempos dos escalões jovens, a equipa dos Lagartos era treinada pelo Mister Alexandre Paulo, para muitos Mister Alex Paulo, que sempre ensinou aos seus jogadores que “para trás mija a burra!”.
Penso que os Lagartos iam jogar a Pernes e nesse dia, Mister Alex não podia acompanhar a sua equipa, mas delegou a tarefa ao massagista que era nada mais nada menos que António Pirlo, ou seja, em Pernes, António Pirlo iria usar duas braçadeiras. Toda a equipa pensou que António Pirlo iria fazer uso dos seus extremos dotes de treinador, dotes que nasceram consigo pois o CM ainda nem tinha sido pensado, na altura vingava o Sensible Soccer.
Com o decorrer da segunda parte os suplentes descobriram toda a verdade, afinal António Pirlo não estava a treinar a equipa, mas sim a seguir-se por uma folha de papel que tinha escrito os minutos a que fulano tal saía e sicrano entrava, acontecesse o que acontecesse.
Mister Alex Paulo confiou o lugar, mas as decisões já tinham sido feitas por ele, assim não vale.

Wresling à Portuguesa

Afinal não foi despedido…

Conversas de rua diziam que Isidro teria sido despedido do comando técnico do Alcaravela, mas tentámos saber a verdade, e despedido não é bem o termo.
Pelo que nos disse o director desportivo do Alcaravela, Sr. Inácio, Isidro enganou o Alcaravela e estão irritados com ele, nunca mais o querem ver, e prometeram não mais entrar no seu bar. Parece que Isidro disse aos directores que iria abandonar o seu cargo devido ao excesso de trabalho no seu bar e as coisas não estavam a dar para conciliar. Como manobra de marketing, pediu para o Alcaravela comunicar à imprensa desportiva e cor-de-rosa que tinha sido despedido, pois dessa forma era mais falado, as pessoas deslocavam-se mais ao seu bar e por conseguinte, consumiam mais.
O que o Alcaravela descobriu foi que tudo não passou de uma manobra para que Isidro se desvincula-se amigavelmente e pudesse ingressar no Vilarregense (Clube de Vila de Rei) sem que estes tivessem que pagar o seu passe, que segundo o tesoureiro do Casais de Revelhos, se situa ainda acima dos 5000 aeurios na moeda antiga, já que ele vem com um pack.
Mas não foi isso que mais irritou o Alcaravela, pois isso até se pode ver como um favor, o que realmente irritou o clube, foi que Isidro deixou o clube posicionado no último lugar da classificação geral, pois só souberam agora, já que Isidro no balneário e no bar do campo colocou sempre a classificação de pernas para o ar.
O mais engraçado é que ingressaram jogadores no clube por ordem de Isidro que depois disto não sabem qual é o clube onde vão jogar, se o Alcaravela se o novo clube de Isidro, estes infelizes, não fazem parte do tal pack, e não sabem onde se apresentar para treinar.

Já é a terceira…

Há alguns anos fomos jogar para o campeonato à Carregueira, pelo Sardoal. Carregueira como toda a gente sabe tem um público muito próprio, público esse que se deita muito tarde e são raras as vezes que não está com a “moca”. Se bem me lembro foi no ano em que subimos à primeira distrital, e éramos liderados por Hermínio Rafael.
Já estávamos a vencer o jogo, e jogávamos descontraídos o que levava o público da Carregueira a ficar zangado. Recebi uma bola, desloquei-me ao limite da grande área e bati para a frente, daquela forma em que se larga a bola da mão um pouco antes desta ultrapassar a linha de área, ou seja, um lance normalíssimo e completamente legal. Ao fazer isso o público reagiu rapidamente alertando o árbitro para tal facto. Um pouco depois recebi novamente a bola e voltei a fazer o mesmo movimento. Nessa altura o público explodiu, gritando fortemente para o juiz da partida, mas este nada assinalou, e muito bem, já que não cometi nenhuma ilegalidade. A seguir, recebo novamente a bola, e executo o mesmo movimento, já que tinha a noção que o árbitro percebia bem o que eu estava a fazer e que não havia nada de errado com isso. Mas desta vez as coisas foram bem diferentes, o árbitro apitou mesmo. Veio na minha direcção, o que me fez perceber que ele era um mau árbitro porque estava a ser movido pelos adeptos. Chegou ao pé de mim e tentei explicar-lhe que estava errado, mesmo sabendo que isso não iria alterar em nada a sua decisão. Mas como era um “bom árbitro” (do mais reles que existe), disse-me algo que eu nunca esquecerei e que me veio confirmar que tipo de árbitro se tratava. Disse-me: “Senhor guarda-redes, é falta, e já é a terceira vez que o faz!”. Eu disse-lhe: “Ou seja, quer dizer que as outras duas teriam que ser marcadas, então se assim é, porque é que não as marcou?”, para isso ele já não teve resposta a não ser ameaçar mostrar-me o cartão amarelo.
Este provou que era um bom árbitro, viu-se no momento em que ficou sem resposta, e ameaçou mostrar o cartão. Isto é o que eles normalmente fazem, não conseguem justificar-se, porque actuaram movidos pelos adeptos, e partem para a amostragem do cartão, como quem diz: “Quem manda aqui sou eu!”. Temos pena!

Está a chover!

Na época que Mário Suíço treinava o Sardoal e só fazia a barba quando o Sardoal ganhasse, o que já lhe dava um ar de gandim, a noite de Domingo era passada por um conjunto de jogadores escolhidos na casa de Lígia, sua companheira nessa altura.
O Alcaravela nessa altura disputava também o mesmo campeonato que o Sardoal, e a rivalidade nesse caso era muito maior, até porque os jogos entre eles tinham sido favoráveis ao Alcaravela.
Já se tinha bebido muitas minis e os jogadores do Sardoal decidiram urinar da enorme varanda da casa de Lígia, que se situa no prédio da Sopadel, cá para baixo. Ao olharem para baixo, repararam que vinham a chegar três jogadores do Alcaravela, o rival, perante essa situação, todos tentaram fazer pontaria para lhes acertar. Cá em baixo, a urina caía, e os jogadores do Alcaravela desorientados questionavam-se se estaria a chover enquanto sacudiam o cabelo.
Esta batalha foi o Sardoal que venceu, e até hoje os tais jogadores do Alcaravela ainda pensam como numa noite estrelada, chovia daquela maneira.

Foi daqui…

Quando militávamos na primeira distrital, em 2001/2002, o treinador era Hermínio Rafael que tinha como adjunto o também jogador Nuno Tavares.
Sofríamos bastantes derrotas e o desalento já era enorme, mas ainda tínhamos forças para tentar remar contra a maré.
Numa tarde de Domingo, uma tarde soalheira, recebemos o Benavente, tratava-se de um jogo difícil e tínhamos como objectivo a vitória. Já tínhamos tentado de tudo e o marcador mantinha-se alterado, para o Benavente era óptimo, mas nós sentíamos que conseguíamos fazer mais e melhor, e era importante conseguir os três pontos.
Por volta do meio da segunda parte, Nuno Tavares recebeu a meio campo uma bola com o peito, virou-se para a baliza e com a bola aos saltos tentou a sorte de tão longe. Estão a pensar que foi golo, nem por isso, a bola foi embater, mas refira-se que foi com grande estrondo, no canto superior direito da rede da Sarplás. Ou seja, um pouco mais ao lado e João Pirlo teria que ir buscar a bola à horta. Hermínio Rafael ao ver tamanha jogada, ficou extremamente irritado e decidiu repreender Nuno pelo que este acabara de fazer, mas de uma forma que toda a bancada ouvisse. Que lá está que Nuno Tavares não gostou e teve que se justificar da mesma forma, dizendo: “Estás a ralhar comigo porquê? Olha que eu já marquei daqui!”.
Podem pensar que Nuno estava a mentir, mas ele disse a verdade. No meu primeiro jogo pelos seniores recebemos o Meia Via, rente ao final rematei uma bola para a frente, Nuno Tavares recebeu com o cachaço, a bola sobrou-lhe para a frente e ele de primeira atirou para a baliza fazendo o 2-0, e descansando assim o coração dos Bandeiras.
Falam porque ele falhou, mas se ele tem marcado, seria o golo da jornada…bem da jornada não pois nessa altura o Cabras ainda jogava e rematava de todo o lado, quem sabe se não marcou.

Vou beber uma mini


Como sabem Taborda (o homem do Elmetacin) representa há vários anos a função de massagista no clube dos Lagartos. Toda a gente o conhece e o trata bem, o que o faz continuar alegre no desempenho de tais funções. Até já foi convidado pelos veteranos do Benfica, mas por amor ao clube, à terra, e por não ter chuteiras com pitons de alumínio rejeitou.
Há largos anos o clube disputava um jogo para o campeonato e um dos temíveis avançados era Lino, todos se recordam da enorme rapidez que este jogador possuía. O que acontece é que por infelicidade e esperteza do adversário, Lino levou uma enorme pancada, algo nunca visto e chegou a temer-se que Lino não sobrevive-se. Mas Lino lá se levantou e continuou o jogo. O que acontece é que com a enorme pancada Lino começou a sentir-se muito mal disposto, sentia que tinha que vomitar. Quando o árbitro apitou para intervalo, Lino dirigiu-se ao banco de suplentes onde se encontrava Taborda com os seus utensílios de trabalho (algodão, água, Elmetacin, Betadin, Elmetacin, água oxigenada, Elmetacin, álcool, e Elmetacin). Taborda executou a primeira análise a Lino, perguntando-lhe o que lhe doía. Lino respondeu-lhe que não sentia qualquer tipo de dor, mas que estava extremamente mal disposto e que lhe apetecia vomitar. Estando a análise completa, Taborda, senhor do saber, diz-lhe: “Então vai lá vomitar, que eu vou só ao bar beber uma mini e já venho ter contigo.”.
Estas palavras de saber ficaram guardadas na cabeça de muitos, e é com muita saudade que falo disto, para que se recordem e para que entendam de uma vez por todas que Taborda é o verdadeiro homem do Elmetacin.

Novo Jogador do Alcaravela


É a mais recente transferência, Flávio Santos assinou de cruz e tornou-se o mais recente reforço do Alcaravela. Claro que para isto se ter tornado realidade ele teve que devolver a marrã aos dirigentes do Ferreira de Zêzere.
Devem estar a pensar que Flávio chegou a Alcaravela cheio de referências entrou no plantel e assinou?! Nada disso, falamos com Isidro Santos, seu treinador, que nos contou que é um treinador moderno e as referências para ele não contam, o jogador tem que lhe provar que merece ser jogador do clube e que depois disso convoca o gabinete da prospecção do Alcaravela que dará o veredicto final. A título de exemplo, e na brincadeira, Isidro disse-nos que se ali aparecesse o Zidane para ser jogador do clube, não assinava logo, teria que provar dentro de campo, na raça, para ter o seu aval.
Quisemos saber mais ao pormenor como tudo aconteceu, e decidimos para isso falar com Inácio, adjunto de Isidro no comando técnico do Alcaravela. Inácio disse que Flávio teve muita sorte de ao seu segundo treino e depois da indicação de Isidro, estar presente “in loco” o gabinete da prospecção que o avaliou sorrateiramente, disfarçados, enquanto bebiam umas minis no bar do campo.
Quisemos saber como era constituído o gabinete de prospecção do Alcaravela, e Inácio tinha a resposta. Contou-nos que são pessoas do mais refinado que existe em termos de olheiro, conseguem perceber se alguém é bom jogador pela sua pinta, nem que esteja em pé ao balcão de uma tasca. O mais incrível é que também conseguem determinar a posição ocupada e preferida pelo jogador observado. O gabinete da prospecção do Alcaravela é constituído por três elementos: F. Pita, Inácio, e Peitaças.
É um exemplo como estes três elementos podem lançar jogadores para o mundo do futebol, estão cá em baixo, mas atentos a todos os pormenores. Estes sim são os verdadeiros olheiros, é assim que os olheiros deviam actuar e não olhar só para jogadores de divisões mais altas.
Pelos vistos Flávio Santos teve muita sorte. Flávio desejo-te as maiores felicidades e que consigas atingir todos os teus objectivos futebolísticos. Ah, tem paciência com o Isidro e não critiques os seus métodos, lembra-te que foi assim que ele venceu o Sabacheira.

Ainda pediu para marcar


Na época em que o Sardoal subiu para a primeira distrital em 2001/2002, recebíamos a uma jornada do fim o Ferreira de Zêzere, e se vencêssemos subiríamos logo de divisão, deixando para trás o Tramagal.
Por volta dos 75 minutos já vencíamos por 2-0 e já víamos a primeira distrital tão próxima, António Pirlo no bar, já pagava rodadas a festejar, e como sempre estava presente o famoso Conde, que quando tudo é à borla aparece. O público estava ao rubro e até os manos Bandeira aplaudiam em vez de criticar, estava a viver-se um dia fora do normal.
Pouco tempo depois, num canto, Idalécio ao dominar deixa escapar, o avançado dá um pequeno toque desviando a bola, Idalécio abalroa o avançado, o árbitro apita penalti, e Idalécio dá um charuto na bola. O árbitro era o Justo que ficou completamente perplexo pois nenhum jogador do Sardoal reclamou com ele. Era normal, era impossível alguém dizer que não era penalti e Justo ainda terá dito: “Então! Ninguém tem nada a dizer? Ninguém reclama? O que se passa?”.
O Ferreira de Zêzere reduziu aí para 2-1.
Claro que o jogo até final ficou um tormento, pois um possível empate adiava a festa, e dessa forma houve mais tempo para os manos Bandeira criticarem.
O jogo terminou 2-1, a subida era um dado certo, Saboga e Taborda tiveram que dar cambalhotas em cima da mesa, e nesse dia bateram-se recordes no número de grades de minis que vieram para a mesa.
De salientar que para sempre ficou na memória que Idalécio fez penalti e pediu por favor a Justo para poder ser ele a executar a grande penalidade.

Que desistias?!


Já andamos no futebol à uns anos, e é normal que os jogadores das várias equipas se conheçam uns aos outros, podem não se falar, mas dentro de campo sabem os nomes uns dos outros, suas qualidades e defeitos.
Nas épocas anteriores falávamos muito do Mennoty, jogador que vestia as cores da Bemposta, tanto ele como o temível Barrocas. Falávamos tanto em jeito de gozo que cheguei a dizer que se qualquer um dos dois me marcasse um golo, eu abandonaria. Os jogadores da equipa disseram que não era capaz mas que era justo abandonar pois ninguém sofre golos destes dois jogadores.
Na época passada jogamos duas vezes com a Bemposta para o campeonato, no primeiro jogo Mennoty marcou um golo com o ombro, e no segundo marcou o Barrocas, ou seja, o meu final tinha sido escrito e Ventura (presidente do clube) até já tinha mandado para o lixo duas taças do clube, para lá se colocar as minhas luvas e as chuteiras. Toda a gente me gozou por ter sofrido golos daqueles dois, mas esqueceram-se que a equipa em si também os sofreu e que para eles o conseguirem, a equipa permitiu.
O que é certo é que não abandonei porque lhes lembrei que Rui Serras também disse o mesmo se levasse uma cueca de João Pirlo, levou a cueca e não abandonou. Não abandonou, mas fez questão de no último treino, nos últimos segundos para não existir hipótese de vingança, pregar uma valente cacetada no jovem João Pirlo que me lembro de ter dito de boca fechada (bem ao seu jeito): “AAiiiii…éxempre a mimm, mmas tábem…”.
Como podem reparar, às vezes temos que estar calados e manter o respeito pelo adversário. Mennoty e Barrocas desculpem ter-vos menosprezado, hoje sei que errei. Um dia ainda vos vou ver brilhar ao meu lado na época 2016/2017 nos Esparteiros, pura Inatel.

Prometo contar a história do “Cabrito do Quaresma”, mas só quando tiver a certeza que ele o fez comigo. Só me lembro dele o ter feito ao Nuno Tavares.



Eles trocaram


Na época em que o clube disputou a primeira distrital, na altura do Natal, tivemos uma deslocação importante, visitávamos o Amiais que como toda a gente sabe, trata-se de um jogo muito difícil.
Enquanto aquecíamos, começou a ouvir-se um enorme barulho, que parecia aproximar-se do campo de jogos. Quando reparámos estava a chegar ao campo uma furgoneta carregada com muitos homens, mas todos eles se vestiam de Pai-Natal.
À entrada para o jogo, já sabíamos que a equipa do Amiais nos iria fazer o habitual “corredor da morte”, mas quando chegamos ao relvado, encontramos outro “corredor da morte”, este feito pelos Pais-Natal que haviam chegado entretanto, em suma todos levamos belinhas.
Nuno Tavares fez alinhar na direita Paulo Luís (Kaliman) e na esquerda Nelson Jaime, que como sabem possuem uma estrutura ligeiramente forte.
As coisas não estavam a correr muito bem, já perdíamos por dois a zero, e tanto Paulo como Nelson não conseguiam chegar perto dos seus adversários directos. Nuno Tavares soube que tinha que mexer, mas como o banco só possuía dois elementos, ele e Roberto, ambos lesionados, decidiu então trocar de flanco esses dois jogadores. Ou seja ordenou a Paulo para jogar na esquerda e a Nelson para jogar na direita.
Quando os Pais-Natal viram esta jogada estratégica depressa sentiram que tinham que alertar pois poderia originar complicações para a sua equipa. Dessa forma decidiram gritar para dentro de campo dizendo: “Atenção! Olhem que os Gordos trocaram!”.
Este episódio ficou marcado no seio da equipa, e ainda hoje nós brincamos com eles, apesar deles não o admitirem.
Na recta final do desafio em perseguição da bola, eles chocaram um com o outro de frente, ninguém se apercebeu, mas os Pais-Natais disseram: "Ah ah, os Gordos chocaram!".

Neves no seu melhor

Neves nas festas de Valhascos 2005.
Se prestarem atenção, é possível ouvir o grupo StreetBand em acção.

Lasanha sim, pizza não

Venho por este meio comunicar que o post "Ouvido Espectacular" possui um erro grave, isto porque fui ameaçado por Pedro Marques num comentário ao mesmo.
Realmente ele tem toda a razão, depois de muito pensar, vi que falhei e tenho que pedir desculpas pelo meu erro, assumo.
Pedro Marques, na noite em questão, ausentou-se para comer lasanha e não pizza.
Mas que erro, nunca mais serei o mesmo.
Pedro, estou certo que me desculpas, nem que para isso te tenha que pagar uma mini sagres no bar do teu padrinho.
Como tu dizes, "Eu bebo, mas é porque eu quero!". Um abraço.

Ouvido Espectacular


Este verão, todas as noites eram passadas no bar de Isidro Santos, o bar dos Potes. Falava-se de muitas coisas, mas os temas mais badalados eram sem dúvida a crise de jogadores nos Lagartos e a não subida de divisão por parte do Alcaravela.
O bar fechava às duas da manhã, e como as conversas eram demoradas ficava-se sempre nas imediações do bar até às quatro quando não eram seis da manhã. Numa dessas noites, a malta estava toda reunida, quando ao longe se ouve o barulho de um carro que passava junto ao pelourinho. Toda a gente se apercebeu que se tratava de um veículo a gasóleo devido ao seu estrondoso barulho, mas ninguém comentou esse facto. Júlio Anastácio quis ir mais longe, e com os seus vastos conhecimentos decidiu dizer: “Olhem! Vem aí um carro comercial!”. A malta ficou espantada com as capacidades de Júlio, como seria ele capaz de a mais de 500m conseguir descortinar que se tratava de um veículo comercial pelo som. Seria devido ao barulho da rede, ou da fibra de vidro que limita a parte de carga do veículo?
Claro que toda a gente se riu, mas só depois de o veículo passar por nós, pois Júlio poderia acertar. Ao passar o carro, verificou-se que se tratava do veículo Audi 80 Turbo Diesel de André Cardoso cuja capacidade são 5 lugares, ou seja, não é um veículo comercial, e sendo assim Júlio falhou.
Dias mais tarde contamos a história a André Cardoso que nos disse que Júlio foi enganado pois nesse dia André transportava um rolo de rede que tinha comprado no JN. Sendo assim, tivemos que pedir desculpas a Júlio pois ele tinha sido enganado pelo trepidar do rolo de rede dentro do carro, e desde aí ficou conhecido como o “homem do ouvido”.
Só para lembrar a todos os que estiveram presentes nessa noite, que Pedro Marques (melhor jogador de cabeça da segunda) se ausentou para ir comer pizza, isto às quatro da manhã.

O Finalista

Na época passada, tive o prazer de treinar uma semana e meia com o plantel do Abrantes FC que militava a segunda divisão série C.
Encontrei uma nova maneira de ver o futebol, e podem não acreditar, mas nesse curto espaço de tempo consegui aprender coisas novas, ou seja, foi uma experiência muito positiva. No início senti-me pequenino, mas fui ganhando confiança, e hoje sinto um enorme prazer em fazer parte do plantel do Abrantes FC, foi algo que nunca pensei mas consegui, agora por aqui me quero manter, jogando.
É claro que se contam muitas histórias, e todos os plantéis têm uma forma divertida de falar e conviver.
Nessa semana e meia, lembro-me de um treino em que se falou dos estudantes universitários, estive atento à conversa, pois faço parte dessa classe social.
Muitos jogadores falaram sobre o assunto enquanto o Mister Nuno Gil nos coordenava na parte dos alongamentos. É claro que como se falava em estudantes, a conversa mudou logo no sentido das viagens de finalistas. Nuno Curto, avançado do clube, contou que chegou a ser finalista e que esteve mesmo para fazer uma viagem de finalistas, Mister Nuno Gil, não perdeu a oportunidade e retaliou: “Oh Nuno, não sabia que na quarta classe também se realizavam viagens de finalistas!”. Desatou tudo a rir, e Nuno Curto ficou possuído.

O Menisco

Esta história já tem uns bons anos, na altura era iniciado, e o treinador dos infantis era Isidro Santos. Isidro na altura já possuía os mesmos métodos de hoje em dia, métodos que aprendeu com Rosado, ou seja, tirar água à nora, muita água à nora, e aguentem-se à bronca. É claro que não podemos dizer a Isidro que isto está ultrapassado, pois ele fica irritado e começa a dizer que em 82/83 eliminou, com esses métodos, o Sabacheira da Taça do Inatel (relembro que o Sabacheira nem sempre foi o que é).
O que é certo é que os seus pupilos embora jovens, já tinham as suas manhas, e faziam de tudo para fintar o enorme Isidro. Mas existiam também aqueles que não o queriam fintar, mas eram adeptos incondicionais das lesões, conseguiam ter quatro a cinco lesões diferentes por semana.
Tudo isto para falar em Marco Carapuço, mais conhecido por Gana. Pois é, esta personagem conseguia ter tantas lesões, que até os médicos as desconheciam.
Num treino, cansado de tanto correr, Gana decide parar ao pé de Isidro (Técnico), aproximou-se e disse-lhe: “Mister! Não consigo correr mais!”, Isidro preocupado perguntou-lhe: “Mas porquê? Dói-te alguma coisa?”, e Gana já com as lágrimas a cair responde decidido a por termo à vida: “Isidro! Eu tenho o menisco!”. Isidro dá uma enorme gargalhada e diz-lhe: “Então se não tivesses eras deficiente!”.

Por vezes podemos inventar lesões, mas não as podemos contar a quem domina essa ciência, senão somos apanhados facilmente.

Gato Fedorento PT


Anúncio completo.
Está demais.

A matemática de Júlio


Bem, este fim-de-semana, Júlio Anastácio deu-nos uma enorme lição de matemática. Qual Carlos Correia, qual Ernesto, nenhum destes consegue chegar aos calcanhares de Júlio em Matemática.
Júlio mostrou que qualquer Universidade lhe pode passar o canudo, confirmando que é uma barra a matemática. Houve até quem lhe dissesse que contava com ele para desempenhar um alto cargo na sua empresa. A partir deste momento, Júlio arrumou a sua vida pois tem várias oportunidades de singrar em termos profissionais.
Júlio, apenas disse: “Em relva uso sempre umas botas da Desportex, compradas na Loja do Chico Oliveira, com seis pitons de alumínio, dois à frente e dois atrás!”. O mundo parou nesse instante.
É que não é só na matemática que ele é bom, a maneira como fala cativa toda a gente. Reparem no pormenor das botas terem sido compradas na loja do Chico Oliveira, não é para qualquer um.
Jovem, se és amante de futebol e não sabes quais as botas para jogar em relva, fala com o Júlio para te colocar os pitons e vai à loja do Chico Oliveira.

As Cordas

Quando Mário Suíço subiu na carreira treinando o Sentieiras, ainda possuía a sua discoteca. Qualquer pessoa tinha curiosidade para saber o trabalho desenvolvido por ele.
Qualquer que seja o bar ou discoteca a ir, o ponto de encontro é sempre feito nas bombas do Sardoal. Numa noite de Sexta para Sábado, por volta das 6h, teve que se ir tomar o pequeno-almoço às bombas, basicamente era uma mini sagres com qualquer coisa a acompanhar.
A noite já não tinha mais para dar, já não havia vontade de rir. Mas eis que chega Traineira e seus colegas, que nos restabeleceram as forças e nos fizeram sentir: “isto hoje ainda promete!”.
Como sabem, Traineira e seus colegas, na altura eram pupilos de Mário, autênticos porta-estandartes do clube Sentieiras. Desde logo lhes perguntamos como estavam a ser os treinos de Mário.
Queixaram-se que Mário era maluco, que não ia aos jogos pois não se conseguia levantar (treinadores do futuro), que os treinos eram para malucos, que nunca tinham visto nada assim e ainda por cima, disseram que Mário só fazia exigências parvas.
A parte das exigências ficou no ouvido, aguçou-nos a vontade de perguntar quais eram essas exigências, e assim foi: “Traineira, conta lá quais são as exigências.”, e o Traineira: “Não conto porque vocês só sabem gozar!”, e nós: ”é pá, conta lá, deixa-te de cenas.”, e ele respondeu: “Não é que ele exigiu cordas para nós saltarmos, e diz que é para nós emagrecermos!”.
Com isto desata tudo a rir, Mário realmente abusava. Onde é que já se viu num clube de futebol existirem cordas para um gajo emagrecer.

O Sonho

Na época que o conhecido Mário Suíço treinou o Sardoal, as saídas nocturnas dos jogadores eram mais que muitas, até o massagista saía. Mário Suíço, na altura, possuía uma discoteca chamada Matahari localizada onde hoje podemos encontrar o Bataclan de Franquelím e Roberto.
Era a vida de Mário e tinham que respeitar, a sua discoteca era um lugar muito procurado na noite pelos seus jogadores.
Numa noite de Sábado para Domingo, Ninó, capitão do Sardoal, decidiu abusar na noite tanto nos copos como nas horas. A noite foi tal que veio com Mário (seu treinador) de carro para casa, passando antes em casa deste para enganar o estômago. Conclusão chegou a casa já era de dia.
Aos Domingos, o ponto de encontro era feito na sede do clube, como ainda hoje. Mais tarde viaja-se para o campo para se disputar o jogo. Mas antes dos jogadores se equiparem existe sempre um curto espaço de tempo para que estes se apercebam do estado do terreno.
Nessa altura Mário encontra Ninó sozinho e aborda-o, dizendo que a noite foi demais e que ainda não tinha recuperado, como se costuma dizer, ainda estava “Zenam”. Ninó responde-lhe com a mesma ideia, e eis que Mário lhe diz: “Sabes Ninó, hoje tive um sonho. Sonhei que ias para o banco!”.
Muitas vezes os treinadores têm que acreditar nos sonhos, pois o futebol é um desporto sem certezas, mesmo que os sonhos lhes digam que o massagista marcará o golo da vitória e que o devem pôr a ponta de lança.

Isidro multado

Na passada quarta-feira Isidro foi autuado pelo clube. Ser-lhe à retirado 25% do ordenado e ainda terá que se deitar, nas vésperas dos jogos, antes das 23 horas. Segundo o presidente, Isidro tinha assinado um contrato em que dizia não reclamar com o árbitro durante todos os jogos, para isso tinha o seu braço direito, Inácio.
Na quarta-feira, o clube jogou, e Isidro foi expulso do banco de suplentes por protestos. Ainda se tentou desculpar com o presidente, alegando ser o cansaço nocturno devido ao trabalho árduo que tem no seu bar, pois não é fácil em certas noites, colocar 150 pessoas na rua às 2h da manhã.
Pensando nesse aspecto, o presidente estabeleceu a norma do deitar para o treinador, que agora não poderá ser visto no seu bar para além das 23h em vésperas de jogo.
Em conversa com Isidro, enquanto nos servia uma baguete de atum, contou-nos que é tudo uma manobra da associação, que o querem lixar, pois sabe muitas coisas que existem por trás. Não nos disse qual era a associação, mas pensamos que está relacionado com a sua passagem pela equipa dos Casais de Revelhos. No final ainda acrescentou não ter dito nada de especial para o árbitro da partida, e que não violou o contrato que assinára, apenas disse em voz alta: “Óh Inácio, diz ao árbitro para se ir fod…!”. Isidro tem razão, o Inácio é que devia ser expulso do banco.

Manuel Victor actuou pelo bom nome…



Manuel Victor é um dos sócios honorários do clube e mais uma vez, teve que actuar. Segundo fontes, ele está descontente com o modo de actuação dos membros da direcção, e com toda a razão, andam a fechar os olhos.
Incrível como fazem uma coisa destas a um homem que deu tudo por este clube, e que as suas opiniões contam muito no seio do clube.
Mais uma vez João Pirlo está metido ao barulho. Manuel Victor descobriu que num jogo a contar para a Taça Amizade disputado no campo do rival Sentieiras, o capitão foi um homem não desejado por ele. Era um jogo que não contava para nada e os directores do clube, como sempre, esqueceram-se de algo. Dessa vez foi a braçadeira de capitão. Sendo assim, o jogo não se podia realizar, mas João Pirlo (“o vagabundo”, ou se quiserem a “serpente invisível”) tinha um plano bem estudado.
João Pirlo trouxe uma braçadeira de capitão e obrigou tudo e todos a considerarem-no capitão, e sendo assim, ninguém se opôs. Manuel Victor viu o jogo no local e mais tarde em vídeo (gentilmente cedido por Chiba – “Adjunto”, e “homem do bloco”, no qual toma nota de quantas grades de minis necessitam os jogadores das Sentieiras ao intervalo). Concluiu então tratar-se de uma manobra de Pirlo ajudado pelo pequeno Stromberg, e este auxiliado pelo pequeno Pica. Ou seja, tratou-se de um grupo organizado de profissionais, autênticos bandidos do crime. Manel Victor obteve provas pela boca do seu braço direito, o Manel, que por um corte de cabelo com desconto disse tudo, um autêntico bufo.
Manuel Victor mostrou as provas à gnr e aos órgãos do clube que depois de muito ouvirem da boca dele, decidiram autuar João Pirlo e condená-lo a usar durante 5 épocas uma braçadeira no banco com o seguinte escrito: “Não Jogo, Não Como!”. Stromberg não foi autuado pois costuma estar ao balcão da Associação de Entrevinhas, mas terá que estar 5 épocas sem poder guiar uma mota (grande medida, ufa). Já o membro Pica foi autuado e condenado a assistente de roupeiro por 5 épocas (não se faz). Manel pensava que se escapava, mas por ter aberto a boca foi condenado a trabalhar um ano numa outra auto-estrada qualquer, de borla.
É de homens como este que o clube precisa. Pessoas que são capazes de apontar o dedo ao que está mal, e como se pode ver, as fotos não mentem. Já agora, as fotos foram gentilmente cedidas por Traineira, guarda-redes suplente da equipa das Sentieiras.