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A tropa manda desenrascar...


Como sabem, mesmo nos clube se organizam troca de prendas no Natal. No União da Serra não é excepção, mas possui outros contornos. É feito um primeiro sorteio, para que cada jogador saiba a quem é que tem de comprar uma prenda. Dessa forma, consegue-se escolher uma prenda mais apropriada, e no final tudo é mais engraçado.

Rui Costa, tinha que comprar uma prenda a um ex-júnior, mas no caminho para esse dito treino, ao qual se seguia o jantar de Natal, lembrou-se que se tinha esquecido de comprar algo. Mas lembrou-se que trazia consigo uma camisola embrulhada, que seria a prenda de Natal do seu pai (pai verdadeiro...não confundir com o mister Ricardo Moura).

Chegou ao treino e fui falar com o tal ex-júnior...explicou-lhe a situação, disse-lhe para abrir a camisola do seu pai, para ficar muito agradecido, mas para no final teria que lhe devolver pois iria comprar outra prenda para o pobre rapaz.

Então assim foi...o rapaz abriu a prenda, toda a gente ficou parva a olhar para a camisola cara que o Rui Costa tinha comprado ao rapaz, mas no final houve a troca, quando já ninguém viu.

Rui Costa desenrascou-se bem, mas nunca mais se lembrou de comprar a prenda ao pobre rapaz. Se as coisas tivessem sido com um jogador mais velho, o pai de Rui não iria ter prenda de Natal.

Marinho, o contrabandista...

Para quem não sabe, Mário Bastos, conhecido como Marinho ou "Pé Preto", foi durante anos o grande capitão do Portimonense...pisou grandes palcos e foi um verdadeiro símbolo do Portimonense.

Tive a grande sorte de ser colega dele no Abrantes Futebol Clube e de conviver diariamente com ele...um exemplo, sem dúvida.

Um ano após isso, rumou para o União da Serra para ser treinado pelo mesmo treinador, Ricardo Moura.

Nessa fase decidiu começar a vender produtos de origem duvidosa, mas que tinham grande aparência. Um dia, o mister Ricardo Moura pediu-lhe um daqueles relógios caríssimos, já que tinha ficado apaixonado por alguns relógios que Marinho trouxera antes.

Certo dia, Marinho lá apareceu com o tal relógio, e o mister Ricardo ficou encantado. Olhou várias vezes para o relógio como um míudo que acabara de receber um presente. Decidiu então dar um toque súbtil no relógio, e de repente, o ponteiro dos minutos ficou a baloiçar constantemente, como o pêndulo daqueles relógios de parede antigos que temos em casa.

Conclusão: Negócio desfeito.