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Objectivo cumprido

Este episódio passou-se com a mesma equipa dos Lagartos em jogo contra o rival, o Alcaravela. O jogo aproximava-se do fim e os Lagartos venciam pela margem mínima. Na frente de ataque do Alcaravela estava Carlitos das Sentieiras, o homem mais desequilibrador e mais inconformado da sua equipa, que fazia as pernas de Mister Alex Paulo tremerem como uma vara verde. Ciente disso, Rui Luís mais conhecido por Fininho, estava no banco e decide ajudar o seu treinador. Levantou-se, aproximou-se dele e disse-lhe, nunca mais me esqueço: “Mister meta-me que eu sou um Muro!”. Mister Alex Paulo ao ver estas palavras de vontade e garra decide apostar e traça-lhe no momento um objectivo: “Rui, vais entrar para andares sempre na cola do Carlitos, para onde ele for, tu vais, ele não pode tocar na bola, tens que evitar que ele jogue.”. Rui percebeu o objectivo e entrou num momento parado de jogo em que era lançamento de linha lateral a favor do Alcaravela. O jogador mete a bola no Carlitos, Rui vem por trás e espeta-lhe uma sarrafada enorme. Conclusão, Rui é expulso sem ter tocado na bola, mas Carlitos viu-se obrigado a sair de jogo devido à grave lesão.
O que é certo é que Carlitos não mais tocou na bola, e Rui foi sempre para onde ele foi, ou seja, para os balneáreos.
Rui disse que era um Muro, traçaram-lhe os objectivos e ele cumpriu…se Bento (repórter da Tágide) estivesse na bancada, teria classificado Rui como o melhor em campo, foi fundamental para a vitória dos Lagartos.

Treinador manipulado

Há uma carrada de anos, nos tempos dos escalões jovens, a equipa dos Lagartos era treinada pelo Mister Alexandre Paulo, para muitos Mister Alex Paulo, que sempre ensinou aos seus jogadores que “para trás mija a burra!”.
Penso que os Lagartos iam jogar a Pernes e nesse dia, Mister Alex não podia acompanhar a sua equipa, mas delegou a tarefa ao massagista que era nada mais nada menos que António Pirlo, ou seja, em Pernes, António Pirlo iria usar duas braçadeiras. Toda a equipa pensou que António Pirlo iria fazer uso dos seus extremos dotes de treinador, dotes que nasceram consigo pois o CM ainda nem tinha sido pensado, na altura vingava o Sensible Soccer.
Com o decorrer da segunda parte os suplentes descobriram toda a verdade, afinal António Pirlo não estava a treinar a equipa, mas sim a seguir-se por uma folha de papel que tinha escrito os minutos a que fulano tal saía e sicrano entrava, acontecesse o que acontecesse.
Mister Alex Paulo confiou o lugar, mas as decisões já tinham sido feitas por ele, assim não vale.

Wresling à Portuguesa

Afinal não foi despedido…

Conversas de rua diziam que Isidro teria sido despedido do comando técnico do Alcaravela, mas tentámos saber a verdade, e despedido não é bem o termo.
Pelo que nos disse o director desportivo do Alcaravela, Sr. Inácio, Isidro enganou o Alcaravela e estão irritados com ele, nunca mais o querem ver, e prometeram não mais entrar no seu bar. Parece que Isidro disse aos directores que iria abandonar o seu cargo devido ao excesso de trabalho no seu bar e as coisas não estavam a dar para conciliar. Como manobra de marketing, pediu para o Alcaravela comunicar à imprensa desportiva e cor-de-rosa que tinha sido despedido, pois dessa forma era mais falado, as pessoas deslocavam-se mais ao seu bar e por conseguinte, consumiam mais.
O que o Alcaravela descobriu foi que tudo não passou de uma manobra para que Isidro se desvincula-se amigavelmente e pudesse ingressar no Vilarregense (Clube de Vila de Rei) sem que estes tivessem que pagar o seu passe, que segundo o tesoureiro do Casais de Revelhos, se situa ainda acima dos 5000 aeurios na moeda antiga, já que ele vem com um pack.
Mas não foi isso que mais irritou o Alcaravela, pois isso até se pode ver como um favor, o que realmente irritou o clube, foi que Isidro deixou o clube posicionado no último lugar da classificação geral, pois só souberam agora, já que Isidro no balneário e no bar do campo colocou sempre a classificação de pernas para o ar.
O mais engraçado é que ingressaram jogadores no clube por ordem de Isidro que depois disto não sabem qual é o clube onde vão jogar, se o Alcaravela se o novo clube de Isidro, estes infelizes, não fazem parte do tal pack, e não sabem onde se apresentar para treinar.

Já é a terceira…

Há alguns anos fomos jogar para o campeonato à Carregueira, pelo Sardoal. Carregueira como toda a gente sabe tem um público muito próprio, público esse que se deita muito tarde e são raras as vezes que não está com a “moca”. Se bem me lembro foi no ano em que subimos à primeira distrital, e éramos liderados por Hermínio Rafael.
Já estávamos a vencer o jogo, e jogávamos descontraídos o que levava o público da Carregueira a ficar zangado. Recebi uma bola, desloquei-me ao limite da grande área e bati para a frente, daquela forma em que se larga a bola da mão um pouco antes desta ultrapassar a linha de área, ou seja, um lance normalíssimo e completamente legal. Ao fazer isso o público reagiu rapidamente alertando o árbitro para tal facto. Um pouco depois recebi novamente a bola e voltei a fazer o mesmo movimento. Nessa altura o público explodiu, gritando fortemente para o juiz da partida, mas este nada assinalou, e muito bem, já que não cometi nenhuma ilegalidade. A seguir, recebo novamente a bola, e executo o mesmo movimento, já que tinha a noção que o árbitro percebia bem o que eu estava a fazer e que não havia nada de errado com isso. Mas desta vez as coisas foram bem diferentes, o árbitro apitou mesmo. Veio na minha direcção, o que me fez perceber que ele era um mau árbitro porque estava a ser movido pelos adeptos. Chegou ao pé de mim e tentei explicar-lhe que estava errado, mesmo sabendo que isso não iria alterar em nada a sua decisão. Mas como era um “bom árbitro” (do mais reles que existe), disse-me algo que eu nunca esquecerei e que me veio confirmar que tipo de árbitro se tratava. Disse-me: “Senhor guarda-redes, é falta, e já é a terceira vez que o faz!”. Eu disse-lhe: “Ou seja, quer dizer que as outras duas teriam que ser marcadas, então se assim é, porque é que não as marcou?”, para isso ele já não teve resposta a não ser ameaçar mostrar-me o cartão amarelo.
Este provou que era um bom árbitro, viu-se no momento em que ficou sem resposta, e ameaçou mostrar o cartão. Isto é o que eles normalmente fazem, não conseguem justificar-se, porque actuaram movidos pelos adeptos, e partem para a amostragem do cartão, como quem diz: “Quem manda aqui sou eu!”. Temos pena!

Está a chover!

Na época que Mário Suíço treinava o Sardoal e só fazia a barba quando o Sardoal ganhasse, o que já lhe dava um ar de gandim, a noite de Domingo era passada por um conjunto de jogadores escolhidos na casa de Lígia, sua companheira nessa altura.
O Alcaravela nessa altura disputava também o mesmo campeonato que o Sardoal, e a rivalidade nesse caso era muito maior, até porque os jogos entre eles tinham sido favoráveis ao Alcaravela.
Já se tinha bebido muitas minis e os jogadores do Sardoal decidiram urinar da enorme varanda da casa de Lígia, que se situa no prédio da Sopadel, cá para baixo. Ao olharem para baixo, repararam que vinham a chegar três jogadores do Alcaravela, o rival, perante essa situação, todos tentaram fazer pontaria para lhes acertar. Cá em baixo, a urina caía, e os jogadores do Alcaravela desorientados questionavam-se se estaria a chover enquanto sacudiam o cabelo.
Esta batalha foi o Sardoal que venceu, e até hoje os tais jogadores do Alcaravela ainda pensam como numa noite estrelada, chovia daquela maneira.

Foi daqui…

Quando militávamos na primeira distrital, em 2001/2002, o treinador era Hermínio Rafael que tinha como adjunto o também jogador Nuno Tavares.
Sofríamos bastantes derrotas e o desalento já era enorme, mas ainda tínhamos forças para tentar remar contra a maré.
Numa tarde de Domingo, uma tarde soalheira, recebemos o Benavente, tratava-se de um jogo difícil e tínhamos como objectivo a vitória. Já tínhamos tentado de tudo e o marcador mantinha-se alterado, para o Benavente era óptimo, mas nós sentíamos que conseguíamos fazer mais e melhor, e era importante conseguir os três pontos.
Por volta do meio da segunda parte, Nuno Tavares recebeu a meio campo uma bola com o peito, virou-se para a baliza e com a bola aos saltos tentou a sorte de tão longe. Estão a pensar que foi golo, nem por isso, a bola foi embater, mas refira-se que foi com grande estrondo, no canto superior direito da rede da Sarplás. Ou seja, um pouco mais ao lado e João Pirlo teria que ir buscar a bola à horta. Hermínio Rafael ao ver tamanha jogada, ficou extremamente irritado e decidiu repreender Nuno pelo que este acabara de fazer, mas de uma forma que toda a bancada ouvisse. Que lá está que Nuno Tavares não gostou e teve que se justificar da mesma forma, dizendo: “Estás a ralhar comigo porquê? Olha que eu já marquei daqui!”.
Podem pensar que Nuno estava a mentir, mas ele disse a verdade. No meu primeiro jogo pelos seniores recebemos o Meia Via, rente ao final rematei uma bola para a frente, Nuno Tavares recebeu com o cachaço, a bola sobrou-lhe para a frente e ele de primeira atirou para a baliza fazendo o 2-0, e descansando assim o coração dos Bandeiras.
Falam porque ele falhou, mas se ele tem marcado, seria o golo da jornada…bem da jornada não pois nessa altura o Cabras ainda jogava e rematava de todo o lado, quem sabe se não marcou.

Vou beber uma mini


Como sabem Taborda (o homem do Elmetacin) representa há vários anos a função de massagista no clube dos Lagartos. Toda a gente o conhece e o trata bem, o que o faz continuar alegre no desempenho de tais funções. Até já foi convidado pelos veteranos do Benfica, mas por amor ao clube, à terra, e por não ter chuteiras com pitons de alumínio rejeitou.
Há largos anos o clube disputava um jogo para o campeonato e um dos temíveis avançados era Lino, todos se recordam da enorme rapidez que este jogador possuía. O que acontece é que por infelicidade e esperteza do adversário, Lino levou uma enorme pancada, algo nunca visto e chegou a temer-se que Lino não sobrevive-se. Mas Lino lá se levantou e continuou o jogo. O que acontece é que com a enorme pancada Lino começou a sentir-se muito mal disposto, sentia que tinha que vomitar. Quando o árbitro apitou para intervalo, Lino dirigiu-se ao banco de suplentes onde se encontrava Taborda com os seus utensílios de trabalho (algodão, água, Elmetacin, Betadin, Elmetacin, água oxigenada, Elmetacin, álcool, e Elmetacin). Taborda executou a primeira análise a Lino, perguntando-lhe o que lhe doía. Lino respondeu-lhe que não sentia qualquer tipo de dor, mas que estava extremamente mal disposto e que lhe apetecia vomitar. Estando a análise completa, Taborda, senhor do saber, diz-lhe: “Então vai lá vomitar, que eu vou só ao bar beber uma mini e já venho ter contigo.”.
Estas palavras de saber ficaram guardadas na cabeça de muitos, e é com muita saudade que falo disto, para que se recordem e para que entendam de uma vez por todas que Taborda é o verdadeiro homem do Elmetacin.

Novo Jogador do Alcaravela


É a mais recente transferência, Flávio Santos assinou de cruz e tornou-se o mais recente reforço do Alcaravela. Claro que para isto se ter tornado realidade ele teve que devolver a marrã aos dirigentes do Ferreira de Zêzere.
Devem estar a pensar que Flávio chegou a Alcaravela cheio de referências entrou no plantel e assinou?! Nada disso, falamos com Isidro Santos, seu treinador, que nos contou que é um treinador moderno e as referências para ele não contam, o jogador tem que lhe provar que merece ser jogador do clube e que depois disso convoca o gabinete da prospecção do Alcaravela que dará o veredicto final. A título de exemplo, e na brincadeira, Isidro disse-nos que se ali aparecesse o Zidane para ser jogador do clube, não assinava logo, teria que provar dentro de campo, na raça, para ter o seu aval.
Quisemos saber mais ao pormenor como tudo aconteceu, e decidimos para isso falar com Inácio, adjunto de Isidro no comando técnico do Alcaravela. Inácio disse que Flávio teve muita sorte de ao seu segundo treino e depois da indicação de Isidro, estar presente “in loco” o gabinete da prospecção que o avaliou sorrateiramente, disfarçados, enquanto bebiam umas minis no bar do campo.
Quisemos saber como era constituído o gabinete de prospecção do Alcaravela, e Inácio tinha a resposta. Contou-nos que são pessoas do mais refinado que existe em termos de olheiro, conseguem perceber se alguém é bom jogador pela sua pinta, nem que esteja em pé ao balcão de uma tasca. O mais incrível é que também conseguem determinar a posição ocupada e preferida pelo jogador observado. O gabinete da prospecção do Alcaravela é constituído por três elementos: F. Pita, Inácio, e Peitaças.
É um exemplo como estes três elementos podem lançar jogadores para o mundo do futebol, estão cá em baixo, mas atentos a todos os pormenores. Estes sim são os verdadeiros olheiros, é assim que os olheiros deviam actuar e não olhar só para jogadores de divisões mais altas.
Pelos vistos Flávio Santos teve muita sorte. Flávio desejo-te as maiores felicidades e que consigas atingir todos os teus objectivos futebolísticos. Ah, tem paciência com o Isidro e não critiques os seus métodos, lembra-te que foi assim que ele venceu o Sabacheira.

Ainda pediu para marcar


Na época em que o Sardoal subiu para a primeira distrital em 2001/2002, recebíamos a uma jornada do fim o Ferreira de Zêzere, e se vencêssemos subiríamos logo de divisão, deixando para trás o Tramagal.
Por volta dos 75 minutos já vencíamos por 2-0 e já víamos a primeira distrital tão próxima, António Pirlo no bar, já pagava rodadas a festejar, e como sempre estava presente o famoso Conde, que quando tudo é à borla aparece. O público estava ao rubro e até os manos Bandeira aplaudiam em vez de criticar, estava a viver-se um dia fora do normal.
Pouco tempo depois, num canto, Idalécio ao dominar deixa escapar, o avançado dá um pequeno toque desviando a bola, Idalécio abalroa o avançado, o árbitro apita penalti, e Idalécio dá um charuto na bola. O árbitro era o Justo que ficou completamente perplexo pois nenhum jogador do Sardoal reclamou com ele. Era normal, era impossível alguém dizer que não era penalti e Justo ainda terá dito: “Então! Ninguém tem nada a dizer? Ninguém reclama? O que se passa?”.
O Ferreira de Zêzere reduziu aí para 2-1.
Claro que o jogo até final ficou um tormento, pois um possível empate adiava a festa, e dessa forma houve mais tempo para os manos Bandeira criticarem.
O jogo terminou 2-1, a subida era um dado certo, Saboga e Taborda tiveram que dar cambalhotas em cima da mesa, e nesse dia bateram-se recordes no número de grades de minis que vieram para a mesa.
De salientar que para sempre ficou na memória que Idalécio fez penalti e pediu por favor a Justo para poder ser ele a executar a grande penalidade.

Que desistias?!


Já andamos no futebol à uns anos, e é normal que os jogadores das várias equipas se conheçam uns aos outros, podem não se falar, mas dentro de campo sabem os nomes uns dos outros, suas qualidades e defeitos.
Nas épocas anteriores falávamos muito do Mennoty, jogador que vestia as cores da Bemposta, tanto ele como o temível Barrocas. Falávamos tanto em jeito de gozo que cheguei a dizer que se qualquer um dos dois me marcasse um golo, eu abandonaria. Os jogadores da equipa disseram que não era capaz mas que era justo abandonar pois ninguém sofre golos destes dois jogadores.
Na época passada jogamos duas vezes com a Bemposta para o campeonato, no primeiro jogo Mennoty marcou um golo com o ombro, e no segundo marcou o Barrocas, ou seja, o meu final tinha sido escrito e Ventura (presidente do clube) até já tinha mandado para o lixo duas taças do clube, para lá se colocar as minhas luvas e as chuteiras. Toda a gente me gozou por ter sofrido golos daqueles dois, mas esqueceram-se que a equipa em si também os sofreu e que para eles o conseguirem, a equipa permitiu.
O que é certo é que não abandonei porque lhes lembrei que Rui Serras também disse o mesmo se levasse uma cueca de João Pirlo, levou a cueca e não abandonou. Não abandonou, mas fez questão de no último treino, nos últimos segundos para não existir hipótese de vingança, pregar uma valente cacetada no jovem João Pirlo que me lembro de ter dito de boca fechada (bem ao seu jeito): “AAiiiii…éxempre a mimm, mmas tábem…”.
Como podem reparar, às vezes temos que estar calados e manter o respeito pelo adversário. Mennoty e Barrocas desculpem ter-vos menosprezado, hoje sei que errei. Um dia ainda vos vou ver brilhar ao meu lado na época 2016/2017 nos Esparteiros, pura Inatel.

Prometo contar a história do “Cabrito do Quaresma”, mas só quando tiver a certeza que ele o fez comigo. Só me lembro dele o ter feito ao Nuno Tavares.



Eles trocaram


Na época em que o clube disputou a primeira distrital, na altura do Natal, tivemos uma deslocação importante, visitávamos o Amiais que como toda a gente sabe, trata-se de um jogo muito difícil.
Enquanto aquecíamos, começou a ouvir-se um enorme barulho, que parecia aproximar-se do campo de jogos. Quando reparámos estava a chegar ao campo uma furgoneta carregada com muitos homens, mas todos eles se vestiam de Pai-Natal.
À entrada para o jogo, já sabíamos que a equipa do Amiais nos iria fazer o habitual “corredor da morte”, mas quando chegamos ao relvado, encontramos outro “corredor da morte”, este feito pelos Pais-Natal que haviam chegado entretanto, em suma todos levamos belinhas.
Nuno Tavares fez alinhar na direita Paulo Luís (Kaliman) e na esquerda Nelson Jaime, que como sabem possuem uma estrutura ligeiramente forte.
As coisas não estavam a correr muito bem, já perdíamos por dois a zero, e tanto Paulo como Nelson não conseguiam chegar perto dos seus adversários directos. Nuno Tavares soube que tinha que mexer, mas como o banco só possuía dois elementos, ele e Roberto, ambos lesionados, decidiu então trocar de flanco esses dois jogadores. Ou seja ordenou a Paulo para jogar na esquerda e a Nelson para jogar na direita.
Quando os Pais-Natal viram esta jogada estratégica depressa sentiram que tinham que alertar pois poderia originar complicações para a sua equipa. Dessa forma decidiram gritar para dentro de campo dizendo: “Atenção! Olhem que os Gordos trocaram!”.
Este episódio ficou marcado no seio da equipa, e ainda hoje nós brincamos com eles, apesar deles não o admitirem.
Na recta final do desafio em perseguição da bola, eles chocaram um com o outro de frente, ninguém se apercebeu, mas os Pais-Natais disseram: "Ah ah, os Gordos chocaram!".

Neves no seu melhor

Neves nas festas de Valhascos 2005.
Se prestarem atenção, é possível ouvir o grupo StreetBand em acção.

Lasanha sim, pizza não

Venho por este meio comunicar que o post "Ouvido Espectacular" possui um erro grave, isto porque fui ameaçado por Pedro Marques num comentário ao mesmo.
Realmente ele tem toda a razão, depois de muito pensar, vi que falhei e tenho que pedir desculpas pelo meu erro, assumo.
Pedro Marques, na noite em questão, ausentou-se para comer lasanha e não pizza.
Mas que erro, nunca mais serei o mesmo.
Pedro, estou certo que me desculpas, nem que para isso te tenha que pagar uma mini sagres no bar do teu padrinho.
Como tu dizes, "Eu bebo, mas é porque eu quero!". Um abraço.

Ouvido Espectacular


Este verão, todas as noites eram passadas no bar de Isidro Santos, o bar dos Potes. Falava-se de muitas coisas, mas os temas mais badalados eram sem dúvida a crise de jogadores nos Lagartos e a não subida de divisão por parte do Alcaravela.
O bar fechava às duas da manhã, e como as conversas eram demoradas ficava-se sempre nas imediações do bar até às quatro quando não eram seis da manhã. Numa dessas noites, a malta estava toda reunida, quando ao longe se ouve o barulho de um carro que passava junto ao pelourinho. Toda a gente se apercebeu que se tratava de um veículo a gasóleo devido ao seu estrondoso barulho, mas ninguém comentou esse facto. Júlio Anastácio quis ir mais longe, e com os seus vastos conhecimentos decidiu dizer: “Olhem! Vem aí um carro comercial!”. A malta ficou espantada com as capacidades de Júlio, como seria ele capaz de a mais de 500m conseguir descortinar que se tratava de um veículo comercial pelo som. Seria devido ao barulho da rede, ou da fibra de vidro que limita a parte de carga do veículo?
Claro que toda a gente se riu, mas só depois de o veículo passar por nós, pois Júlio poderia acertar. Ao passar o carro, verificou-se que se tratava do veículo Audi 80 Turbo Diesel de André Cardoso cuja capacidade são 5 lugares, ou seja, não é um veículo comercial, e sendo assim Júlio falhou.
Dias mais tarde contamos a história a André Cardoso que nos disse que Júlio foi enganado pois nesse dia André transportava um rolo de rede que tinha comprado no JN. Sendo assim, tivemos que pedir desculpas a Júlio pois ele tinha sido enganado pelo trepidar do rolo de rede dentro do carro, e desde aí ficou conhecido como o “homem do ouvido”.
Só para lembrar a todos os que estiveram presentes nessa noite, que Pedro Marques (melhor jogador de cabeça da segunda) se ausentou para ir comer pizza, isto às quatro da manhã.

O Finalista

Na época passada, tive o prazer de treinar uma semana e meia com o plantel do Abrantes FC que militava a segunda divisão série C.
Encontrei uma nova maneira de ver o futebol, e podem não acreditar, mas nesse curto espaço de tempo consegui aprender coisas novas, ou seja, foi uma experiência muito positiva. No início senti-me pequenino, mas fui ganhando confiança, e hoje sinto um enorme prazer em fazer parte do plantel do Abrantes FC, foi algo que nunca pensei mas consegui, agora por aqui me quero manter, jogando.
É claro que se contam muitas histórias, e todos os plantéis têm uma forma divertida de falar e conviver.
Nessa semana e meia, lembro-me de um treino em que se falou dos estudantes universitários, estive atento à conversa, pois faço parte dessa classe social.
Muitos jogadores falaram sobre o assunto enquanto o Mister Nuno Gil nos coordenava na parte dos alongamentos. É claro que como se falava em estudantes, a conversa mudou logo no sentido das viagens de finalistas. Nuno Curto, avançado do clube, contou que chegou a ser finalista e que esteve mesmo para fazer uma viagem de finalistas, Mister Nuno Gil, não perdeu a oportunidade e retaliou: “Oh Nuno, não sabia que na quarta classe também se realizavam viagens de finalistas!”. Desatou tudo a rir, e Nuno Curto ficou possuído.

O Menisco

Esta história já tem uns bons anos, na altura era iniciado, e o treinador dos infantis era Isidro Santos. Isidro na altura já possuía os mesmos métodos de hoje em dia, métodos que aprendeu com Rosado, ou seja, tirar água à nora, muita água à nora, e aguentem-se à bronca. É claro que não podemos dizer a Isidro que isto está ultrapassado, pois ele fica irritado e começa a dizer que em 82/83 eliminou, com esses métodos, o Sabacheira da Taça do Inatel (relembro que o Sabacheira nem sempre foi o que é).
O que é certo é que os seus pupilos embora jovens, já tinham as suas manhas, e faziam de tudo para fintar o enorme Isidro. Mas existiam também aqueles que não o queriam fintar, mas eram adeptos incondicionais das lesões, conseguiam ter quatro a cinco lesões diferentes por semana.
Tudo isto para falar em Marco Carapuço, mais conhecido por Gana. Pois é, esta personagem conseguia ter tantas lesões, que até os médicos as desconheciam.
Num treino, cansado de tanto correr, Gana decide parar ao pé de Isidro (Técnico), aproximou-se e disse-lhe: “Mister! Não consigo correr mais!”, Isidro preocupado perguntou-lhe: “Mas porquê? Dói-te alguma coisa?”, e Gana já com as lágrimas a cair responde decidido a por termo à vida: “Isidro! Eu tenho o menisco!”. Isidro dá uma enorme gargalhada e diz-lhe: “Então se não tivesses eras deficiente!”.

Por vezes podemos inventar lesões, mas não as podemos contar a quem domina essa ciência, senão somos apanhados facilmente.

Gato Fedorento PT


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Está demais.

A matemática de Júlio


Bem, este fim-de-semana, Júlio Anastácio deu-nos uma enorme lição de matemática. Qual Carlos Correia, qual Ernesto, nenhum destes consegue chegar aos calcanhares de Júlio em Matemática.
Júlio mostrou que qualquer Universidade lhe pode passar o canudo, confirmando que é uma barra a matemática. Houve até quem lhe dissesse que contava com ele para desempenhar um alto cargo na sua empresa. A partir deste momento, Júlio arrumou a sua vida pois tem várias oportunidades de singrar em termos profissionais.
Júlio, apenas disse: “Em relva uso sempre umas botas da Desportex, compradas na Loja do Chico Oliveira, com seis pitons de alumínio, dois à frente e dois atrás!”. O mundo parou nesse instante.
É que não é só na matemática que ele é bom, a maneira como fala cativa toda a gente. Reparem no pormenor das botas terem sido compradas na loja do Chico Oliveira, não é para qualquer um.
Jovem, se és amante de futebol e não sabes quais as botas para jogar em relva, fala com o Júlio para te colocar os pitons e vai à loja do Chico Oliveira.

As Cordas

Quando Mário Suíço subiu na carreira treinando o Sentieiras, ainda possuía a sua discoteca. Qualquer pessoa tinha curiosidade para saber o trabalho desenvolvido por ele.
Qualquer que seja o bar ou discoteca a ir, o ponto de encontro é sempre feito nas bombas do Sardoal. Numa noite de Sexta para Sábado, por volta das 6h, teve que se ir tomar o pequeno-almoço às bombas, basicamente era uma mini sagres com qualquer coisa a acompanhar.
A noite já não tinha mais para dar, já não havia vontade de rir. Mas eis que chega Traineira e seus colegas, que nos restabeleceram as forças e nos fizeram sentir: “isto hoje ainda promete!”.
Como sabem, Traineira e seus colegas, na altura eram pupilos de Mário, autênticos porta-estandartes do clube Sentieiras. Desde logo lhes perguntamos como estavam a ser os treinos de Mário.
Queixaram-se que Mário era maluco, que não ia aos jogos pois não se conseguia levantar (treinadores do futuro), que os treinos eram para malucos, que nunca tinham visto nada assim e ainda por cima, disseram que Mário só fazia exigências parvas.
A parte das exigências ficou no ouvido, aguçou-nos a vontade de perguntar quais eram essas exigências, e assim foi: “Traineira, conta lá quais são as exigências.”, e o Traineira: “Não conto porque vocês só sabem gozar!”, e nós: ”é pá, conta lá, deixa-te de cenas.”, e ele respondeu: “Não é que ele exigiu cordas para nós saltarmos, e diz que é para nós emagrecermos!”.
Com isto desata tudo a rir, Mário realmente abusava. Onde é que já se viu num clube de futebol existirem cordas para um gajo emagrecer.